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sábado, 20 de abril de 2013

O PRECONCEITO SOBRE O POVO CIGANO:



O PRECONCEITO SOBRE O POVO CIGANO

Por Claudia Baibich

É interessante observarmos a dupla sensação que provocam os ciganos nos gadjões, ou os não ciganos.
Esse efeito duplo e oposto é provocado também pelos povos árabes e demais povos orientais e seus costumes.
Essas culturas repletas de um simbolismo romantizado e surreal atraem e repelem, inspiram e amedrontam.
Inspiram escritores à registrarem lendas e romances;encantam corações apaixonados; seduzem místicos de diversas correntes; provocam teses academicas.

E no contra ponto, assustam quando nos deparamos com o real cotidiano dessas culturas; com suas leis demasiado proibitivas; com suas ações coercitivas em relação à liberdade feminina; com sua religiosidade ortodoxa e intolerante; e com a intervenção da religião e do Estado nas vidas privadas dos indivíduos.

Mas o preconceito e a discriminação sobre os ciganos é menos conceitual e mais acirrada, devido à condição nômade em que vivem. São vistos em seus acampamentos e comparados a sem-terras e a sem-tetos. Confundidos com oportunistas, prontos a darem mais um golpe ou cometerem qualquer delito.
Se por acaso,um ou outro indivíduo do clã, comete um roubo, ou constrange uma
pessoa, isso não pode servir como generalização pejorativa de toda uma cultura.
O fato de um turista brasileiro roubar ou matar num país estrangeiro, não faz de nós brasileiros, uma nação exclusiva ladrões e de assassinos. Ou mesmo que centenas de turistas de diversos países tenham perdido suas vidas em solo brasileiro, ainda assim, esses lamentáveis fatos, não fazem de nós, enquanto nação, um covil de bandidos.

As mais absurdas acusações já foram feitas aos povos ciganos, ao longo da história. Se algo de ruim ocorresse numa cidade com um acampamento cigano, sem dúvida alguma os culpados teriam de estar no acampamento, quantas mães ciganas perderam seus filhos nas mãos de "justiceiros", quantas pais tiveram suas filhas estupradas, quantas tribos não tiveram seus bens roubados. Esse lado de insegurança e sofrimento que passam os ciganos, não é divulgado, não interessa.


Os espíritos ciganos que se manifestam na Umbanda, não choram, não reclamam,
não reividicam, não falam de diferenças e preconceitos.
Vêm nos trazer a alegria de viver, de vencer obstáculos, quer sejam espirituais ou materiais. Vêm nos trazer a sabedoria ancestral de um povo milenar, vêm nos ajudar a curar o corpo e a alma. Trazem em sua caravana espiritual de luz, a fé, a esperança e a confiança num futuro melhor.

SAUDAMOS ESSE MARAVILHOSO POVO CIGANO!
SAUDAMOS TODOS OS POVOS DO ORIENTE COM SEUS ESPÍRITOS DE PURA LUZ!

Claudia Baibich