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sábado, 27 de julho de 2013

A MULHER E OS ARQUÉTIPOS XAMÂNICOS ANDINOS:


Mil vivas! O nosso mundo precisa de mais homens como você. A maior dificuldade hoje está no fato do homem não reconhecer a mulher na sua originalidade e em suas diferenças. A maioria deles identifica a mulher com a "mãe", imagem imaginária de ideal de mulher. E, enquanto a mulher aceitar desempenhar este tipo de papel, tudo anda bem, pois um relacionamento mãe-filho, tem menos possibilidade de acarretar problemas. Mas, a mulher, pelo fato de ser genuína, com personalidade própria, não aceitará esta identificação por muito tempo.



Daí surgem os conflitos e tantos divórcios. O correto é a mulher, pelo fato de ser o que ela é, dizer ao homem que ele é o homem, e ele, pelo fato de ser quem é, desperta nela a consciência de ser mulher. O amor é a integração e a consciência destas diferenças. Elas jamais devem ser suprimidas, ou relegadas a um segundo plano, pois são elas que unem, se encaixam e se completam. Há uma igualdade nas diferenças de natureza e espírito.

Acho, na minha vã filosofia, que à medida que um relacionamento evolui, nós temos como mensurar estas diferenças. O homem pode, perfeitamente, aprender a viver com esta nova dimensão da mulher, buscando o aspecto feminino que ele tem dentro de si. Isso não só lhe ajudará a desenvolver seus sentimentos e sensibilidade, como também sua própria virilidade instintiva se humanizará. Neste momento, a mulher terá a chance de desenvolver, sem problemas, o seu lado masculino, que até então encontra-se projetado no homem. A relação que a princípio tinha um caráter exógeno, passa a ter caráter endógeno. Somente quando encontramos um ponto de equilíbrio entre o feminimo e o masculino podemos realizar uma verdadeira relação, onde o amor pode ser vivido com toda a intensidade. Para tanto, é necessário cultivarmos esta plantinha frágil chamada "unidade interior", que deve ser aperfeiçoada e completada. A complementaridade entre o masculino e o feminino é bem fácil de ser conseguida no mundo exterior, mas no plano interior é um ideal bem difícil de ser alcançado. Mas, o homem e a mulher devem pensar e repensar o que está em jogo.

O que falo e repito, para quem tem paciência de me escutar, é que a partir desta Nova Era, a mulher não necessita mais se definir em relação ao homem, muito menos com o mundo das "mães", mas precisa sim, primeiro aprender a definir a si mesma em relação a si mesma e por si mesma. O amor virá como conseqüência!

A maioria das mulheres desconhecem a força de seu interior que lhe foi outorgada pela Natureza. Hoje, na Era de Aquário, o despertar feminino começa a ser estimulado, por ter uma conotação deveras importante nesta virada de jogo (poder masculino dá lugar para o feminino), onde a palavra de ordem, é a reestruturação geral e a perpetuação da vida sobre a Terra.

Tenham convicção de que a protagonista destes Novos Tempos é a mulher. É necessário, portanto sabermos despertar que existe em cada uma de nós, através da busca do equilíbrio da energia feminina, que passará a dominar a Terra daqui para frente.

Esta passagem de cetro ao poder feminino acarretará repercussões cósmicas e planetárias. O caminho percorrido por nossas ancestrais e o empenho observado nos nossos dias, permitiu que a mulher conseguisse ir adentrando e atuando em várias frentes, que anteriormente sua presença era totalmente proibida. Mas somente com a recuperação da nossa Dimensão Sagrada de mães, amantes e adoradoras da Lua, chegaremos a simplicidade que viemos buscar em todas as coisas. Tal como a Lua que muda de fase a cada 7 dias, a mulher, consoante a tradição xamânica, possui sua lua interna exteriorizada através de seu ciclo menstrual. Na tradição indígena, a mulher tem a tarefa de conectar-se com a influência dessas duas luas: a pessoal e a planetária (na linguagem indígena, Pachamama e Mamachilla).Com isso, abrem seus canais de percepção, dando passos adiante em seu crescimento pessoal, expandindo-se em luz e amor. Uma mulher íntegra não precisa dizer nada, sua própria presença já diz tudo.

São quatro as fases dos ciclos lunares (interno e externo). Na tradição andina dos Incas, o quatro é um número sagrado, por isso, para as mulheres, ele é representado por quatro arquétipos, apontando nas quatro direções.





1. DEUSA PACHAMAMA, A MÃE-TERRA




A maioria das mulheres modernas perderam a sintonia com o Sagrado, mas toda esta sabedoria e informação está escrita no DNA de nossas células, basta saber como ativá-las. Está na hora de resgatarmos a nossa energia feminina.

O primeiro arquétipo que todas nós mulheres devemos entrar em contato é a nossa Mãe-Terra, Pachamama. Este elo pode ser estabelecido por intermédio de atividades muito simples, como por exemplo, caminhar descalça ou sentar-se sobre a terra ou grama, como e também através de meditação ao entardecer. Para se desfazer de energias negativas, coloque as duas mãos sobre a terra (ou gramado), de modo que você fique acocorada e então, visualize um campo energético fluindo de seu corpo e penetrando na terra. O resultado é surpreendente!

Agora, se você mora em um apartamento e fica difícil qualquer dos procedimentos acima citados, procure comprar um tapete de pele de animal e caminhe e sente sobre ele.

A Pachamama identifica-se com as deusas gregas Deméter e Atena.





2. DEUSA MAMA CHILLA, A MÃE-LUA




São muitas as deusas da Lua. Mas, assim que se estuda seus atributos, características e histórias de suas vidas, reconhecemos que todas elas são realmente uma única divindade. O culto a Mãe-Lua acontece desde o mais longínquo registro histórico.

Mama Quilla, nossa Mãe-Lua Inca, é a esposa do deus Sol "Inti". O contato com o arquétipo desta deusa é feito através de meditação, que deve ser realizada na Lua Crescente, três dias antes da Lua Cheia. Coloca-se as mãos em forma de triângulo, voltando-a para a Lua. Se estiver nublado e não for possível enxergar a Lua, poderá fazer o movimento com as mãos e voltá-las para uma árvore. Todas plantas têm a energia forte da Mama Kilya.

A Mamaquilla identifica-se com a deusa grega Ártemis. É protetora das mulheres casadas e guardiã de nossos sonhos.



3. DEUSA MAMACOCHA, A MÃE-MAR



Mamacocha é o terceiro arquétipo. São as águas - os lagos e os mares (para os índios, o mar segue ao princípio feminino). As águas outorgam às mulheres os anseios de sua alma, o místico, o mágico, o profundo mistério. ‘‘A terra dá à mulher a força de que ela necessita. Já Mamacocha lhe dá o movimento e a flexibilidade necessária, como a água, que é capaz de tomar todas as formas, sem perder sua essência. Pode-se conectar com ela por meio da dança livre e espontânea.).



4. DEUSA MAMAOCLLO, A MÃE-INTERIOR




Representa a xamã interior, a mulher de sabedoria, capaz do encontro consigo mesma. Neste âmbito, basicamente a mulher se conecta com Mamaocllo por meio da meditação e, quando se encontra em sua fase lunar mais externa (no período menstrual), através da auto-observação e auto-contemplação.

O povo andino, alcançou nossos dias unidos por um espírito comum e reverenciando a Terra como sua Mãe. Eles possuem a mais alta das dignidades, trilham o caminho do entendimento equilibrado e têm o devido respeito pelos homens e pela natureza.

Quem tiver a sorte de caminhar pela Terra Sagrada dos Incas, cruzará com um xamã, o "Chaski", que peregrina pelas trilhas divulgando sua cultura. Ele lhe dirá, que hoje nosso Planeta está passando por transformações, caracterizadas pelo predomínio da energia feminina. Entretanto, isso não quer dizer, absolutamente, que o Mundo vai ser dominado pelas mulheres e, sim, que a Terra carece do plantio de sentimentos tão sublimes como os de uma mãe zelosa tem por seu filho mais querido. Só este tipo de sentimento fará brotar no coração dos homens o Lírio da Paz e consolidará o Amor Universal.



Paz e Luz!