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segunda-feira, 7 de abril de 2014

SE UMA PESSOA DESCONFIA QUE É MÉDIUM, COMO DEVE PROCEDER?



O leitor Fábio Borges Maciel, em carta publicada nesta mesma edição, diz que, pelos fenômenos que vêm ocorrendo em sua vida, desconfia que seja médium e, em face disso, nos pergunta como deve proceder, como deve lidar com o fato.

O tema mediunidade tem sido, com frequência, objeto de perguntas enviadas por leitores.

Lembremos aqui alguns conceitos já mencionados em nossa revista que podem ajudar o leitor a compreender os fatos que descreve.

Diz Allan Kardec que toda pessoa que sente num grau qualquer a influência dos Espíritos é médium, ou seja, intermediário entre desencarnados e encarnados. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, pois, um privilégio exclusivo e poucas são as pessoas que não revelem rudimentos dela, o que nos permite dizer que, de um modo geral, todos somos médiuns.

Costuma-se, porém, aplicar o qualificativo de médium apenas àqueles cuja faculdade medianímica é claramente caracterizada e traduz-se por efeitos patentes e de certa intensidade, o que requer um organismo mais ou menos sensitivo.

Há um diagnóstico para saber se alguém é médium?

Não há. Os sinais físicos pelos quais algumas pessoas julgaram ver indícios não têm nada de certo. A faculdade mediúnica se encontra nas crianças e nos velhos, nos homens e nas mulheres, quaisquer que sejam o temperamento, o estado de saúde, o grau de desenvolvimento intelectual e moral. Não há senão um meio de verificar se a faculdade existe: é experimentar.

Os sintomas que anunciam a mediunidade variam ao infinito. Martins Peralva os enumera: reações emocionais insólitas, calafrios e mal-estar, sensação de enfermidade, irritações estranhas... Algumas vezes, porém, pode a faculdade mediúnica eclodir sem nenhum sintoma, espontânea, exuberante. É por isso que a paciência, a perseverança, a boa vontade, a humildade, o estudo e o trabalho constituem fatores de extrema valia na educação e no desenvolvimento da faculdade mediúnica.

Registre-se, contudo, que o mais comum é vermos a mediunidade vinculada à dor, sobretudo no seu início, o que não é difícil de compreender, uma vez que vivemos em um mundo de expiações e provas, habitado por seres encarnados e desencarnados com os quais nos afinizamos e em quem predomina a imperfeição moral, expressa na forma de inveja, ciúme, ódio, despeito, vingança e tantos outros filhos do orgulho e da ignorância. São as vibrações decorrentes dessas imperfeições que o médium iniciante, com a sensibilidade ampliada, passa a sentir, sem ter ainda condições de lhes oferecer resistência, o que lhe virá posteriormente com o trabalho nobre, a perseverança no bem, o estudo sério, a oração e a vigilância.

Que fazer quando surja espontaneamente a faculdade mediúnica num indivíduo qualquer?

O correto nesse caso é deixar o fenômeno seguir seu curso normal: a Natureza é mais prudente do que os homens e a Providência é sábia, porquanto, tendo seus objetivos, o menor deles poderá ser o instrumento das maiores realizações. É sempre útil, em tais casos, procurar pôr-se em relação com o Espírito para saber o que ele deseja. Os seres invisíveis que revelam sua presença por efeitos sensíveis são, em geral, de categoria inferior e que podemos dominar pelo ascendente moral. É esse ascendente moral que é preciso adquirir. Com isso, em lugar de entravar os fenômenos, o que raramente se consegue, o médium acaba impondo-se ao Espírito, ao invés de ser por ele dominado, o que lhe permite dar passividade apenas no momento em que isso seja conveniente.

Seria importante ao leitor informar-se sobre o tema e, quando possível, buscar auxílio no Centro Espírita mais próximo, onde receberá, com certeza, a orientação necessária.

Sugerimos, por fim, que o leitor e demais interessados leiam os textos abaixo indicados, todos eles publicados nesta revista, nos quais diversos aspectos relacionados com o tema mediunidade são examinados:

Normas a observar no desenvolvimento mediúnico:
http://www.oconsolador.com.br/ano3/113/esde.html

Oportunidade do desenvolvimento mediúnico:
http://www.oconsolador.com.br/ano3/114/esde.html

Adaptação psíquica no desenvolvimento da mediunidade:
http://www.oconsolador.com.br/ano3/115/esde.html

Sinais precursores da mediunidade: mediunidade como prova:
http://www.oconsolador.com.br/ano3/116/esde.html

A educação mediúnica e a evangelização do médium:
http://www.oconsolador.com.br/ano3/117/esde.html