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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

ATIVIDADE PARANORMAL-Parte 2-Premonição E Intuição







O PODER DA PREMONIÇÃO;A MENTE PODE PREVER O FUTURO

Experiências reais de premonição mostram que as capacidades de nossa mente podem transcender os limites do espaço e do tempo como os conhecemos. Existirá uma supermente, eterna e onipresente, à qual damos o nome de Deus?



Por Larry Dossey -“O Poder das Premonições – Como o Conhecimento do Futuro Pode Influenciar a Nossa Vida”-O médico Larry Dossey é editor executivo de Explore: The Journal of Science and Healing. Ele é o autor de 11 livros sobre o papel da consciência e da espiritualidade na cura.

HISTÓRIAS SOBRE PREMONIÇÕES-por Dr Larry Dossey

Amanda, uma jovem mãe que morava no Estado de Washington (noroeste dos Estados Unidos), acordou às 2h30 de uma madrugada com um pesadelo. Ela sonhou que um grande lustre pendurado sobre a cama do bebê no quarto ao lado havia caído no berço e esmagado a criança. No sonho, enquanto ela e o marido se viam entre os destroços, Amanda observou que um relógio na cômoda do bebê mostrava 4h35. O tempo no sonho era tempestuoso. A chuva martelava a janela e o vento vinha em rajadas. O sonho era tão aterrorizante que ela acordou o marido e contou-lhe tudo. Ele riu, disse-lhe que o sonho era bobo e pediu a ela para voltar a dormir. Mas o sonho deixou Amanda tão assustada que ela foi ao quarto do bebê e levou a criança para dormir com o casal. Ela notou que o tempo estava calmo, e não tempestuoso como no sonho.Amanda se sentiu tola – até que, cerca de duas horas mais tarde, ela e o marido foram acordados por um estrondo. Eles correram para o quarto do bebê e encontraram o berço demolido pelo lustre, que havia caído diretamente sobre ele. Amanda observou que o relógio na cômoda mostrava 4h35 e que o tempo havia mudado. Agora o vento uivava e a chuva era intensa. Dessa vez, o marido não estava rindo.O sonho de Amanda era um instantâneo do futuro – descendo até o evento em si, o tempo preciso em que isso iria acontecer e a mudança no tempo. Premonições assim não são incomuns. Pesquisas mostram que cerca de três quartos dos americanos experimentam o que eles chamam de percepção extrassensorial, ou ESP, na sigla em inglês. As premonições, que muitas vezes ocorrem em sonhos, são comuns entre esses eventos. Elas também ocorrem nas horas de vigília como um palpite, uma intuição ou a sensação de que algo vai acontecer.



O padrão que conecta

Por que existem premonições? Por que qualquer capacidade humana existe, como a nossa capacidade de ver, ouvir, cheirar, tocar, andar ereto, correr e pensar? Quando os biólogos querem entender por que uma característica surgiu, sempre perguntam: “Para que isso é bom? Para que serve?” Se um atributo nos ajuda a nos mantermos vivos e a nos reproduzirmos, é provável que ele seja incorporado aos nossos genes e transmitido através de sucessivas gerações.

Assim acontece com as premonições. “Premonição” vem do latim prae, “antes”, emonere, “avisar”. A premonição é, literalmente, um aviso prévio, geralmente de algo desagradável, como um desastre natural prestes a acontecer ou uma ameaça iminente para a nossa saúde. As premonições, portanto, nos ajudam a sobreviver, e a sobrevivência é o grande tema que atravessa as premonições que as pessoas experimentam. É verdade que há temas menores. Por exemplo, as pessoas podem ver os números vencedores da loteria em um sonho; podem “simplesmente saber” onde encontrar a última vaga restante para estacionar no centro de uma metrópole; ou podem intuir o momento exato em que um amigo há muito ausente vai lhe telefonar. Mas incidentes como esses são soterrados por descrições de cair o queixo de pessoas cujas vidas foram salvas pela sua capacidade de ver além do presente. A premonição real pode não ser nada mais do que uma sensação sutil de que algo não está muito certo, levando as pessoas a cancelar uma viagem de avião no dia da sua queda, ou antecipar um perigo em uma curva na estrada a tempo de evitá-lo, agendar um exame médico que leva à descoberta de um problema que poderia ter sido fatal se não tivesse sido detectado, ou realizar inúmeras outras ações de intervenção.

Além de nos ajudarem a sobreviver, as premonições entregam pistas de algo mais: um elemento no grande “padrão que conecta”, como o ecologista-filósofo Gregory Bateson colocou. As premonições sugerem que estamos ligados a cada uma das consciências que existiram, existem ou existirão, que somos parte de algo maior do que o eu individual.Muitos cientistas proeminentes têm percebido isso. O renomado físico David Bohm, por exemplo, disse: “Cada indivíduo envolve algo do espírito do outro em sua consciência”. O físico e Prêmio Nobel Erwin Schrödinger acreditava que as mentes não interagem umas com as outras como bolas de bilhar separadas, mas são, em certo sentido, unidas e uma só. “Para dividir ou multiplicar, a consciência é algo sem sentido”, disse ele. “Há, obviamente, apenas uma alternativa, ou seja, a unificação das mentes ou das consciências… na verdade, existe apenas uma mente.”

Ao ligarem as mentes através do espaço e do tempo, as premonições revelam a unidade de que esses cientistas falam. Eles sugerem que, em certo sentido, somos infinitos ou não locais no espaço-tempo.Quando sentimos profundamente isso, podemos nos tornar “transparentes para o transcendente”, como disse o mitólogo Joseph Campbell. A profunda contribuição espiritual das premonições muitas vezes passa despercebida por aqueles que as consideram apenas uma ferramenta legal para vislumbrar o futuro.

As pessoas concebem o transcendente em várias formas, é claro – Deus, Deusa, Alá, uma inteligência universal, o Absoluto, uma sensação onipresente de beleza e ordem, e assim por diante. Não importa a forma como nomeamos o transcendente. O que importa é que reconhecemos a nossa identidade com ele. O físico Freeman Dyson disse: “Há evidência… de que o universo como um todo é hospitaleiro para o crescimento da mente… Por isso, é razoável acreditar na existência de um componente mental do universo. Se acreditarmos nesse componente mental do universo, então poderemos dizer que somos pequenos pedaços do aparelho mental de Deus.” Gregory Bateson disse: “A mente individual é imanente, mas não só no corpo. É imanente também nas vias e mensagens do lado de fora do corpo, e existe uma Mente maior da qual a mente individual é apenas um subsistema. Essa Mente maior é comparável a Deus e é, talvez, o que algumas pessoas querem dizer com ‘Deus’, mas ainda é imanente no sistema social interconectado total e na ecologia planetária”.



A PREMONIÇÃO E O CÉREBRO

Hoje, a maioria dos cientistas afirma que o nosso cérebro produz de alguma forma a consciência (não importa como), a qual, eles dizem, está confinada ao nosso corpo físico e limitada ao momento presente. Já as premonições sugerem que a nossa consciência pode funcionar através do nosso cérebro físico, mas que ela não é produzida pelo cérebro nem limitada a ele. Como um peixe que considera que seu ambiente aquoso é a extensão de seu mundo, viemos a acreditar que o aqui e agora define os limites da nossa existência. O passado, podemos dizer, já aconteceu e não existe mais; o futuro ainda está por se desenrolar. O presente é tudo que existe. Para isso, as premonições dizem: “Acorde. A evidência para um mundo maior está olhando fixamente a sua cara”.

As premonições sugerem em geral uma dimensão eterna, atemporal, para a mente. As implicações dessa infinitude temporal para conceitos apreciados em biologia são profundas. O biólogo George Wald, vencedor do Prêmio Nobel, diz: “A mente, em vez de emergir como um desdobramento tardio na evolução da vida, tem existido sempre… a fonte e a condição da realidade física”. Willis Harman, o finado presidente do Instituto de Ciências Noéticas, dos Estados Unidos, concordou. “A consciência estava aqui primeiro”, ele disse certa vez.

AS PREMONIÇÕES E A EMOÇÃO

As premonições também revelam um “lado de sentimento” para o mundo. Estudos revelam que elas frequentemente ligam as pessoas que se amam – pais e filhos, irmãos, gêmeos, amantes e amigos muito próximos. Um exemplo clássico é o citado caso de Amanda, a mãe cuja premonição em sonho levou-a a salvar a vida do seu bebê. Vemos esse padrão repetidamente: amor, empatia, compaixão e um senso de conexão são parte essencial do padrão das premonições.

Precisamos desesperadamente dar atenção às lições das premonições. Lester R. Brown, presidente do Earth Policy Institute em Washington, disse que a recente crise mundial de alimentos pode pressagiar “o fracasso da própria civilização”. Brown acredita que a crise alimentar não é temporária e que é composta por escassez da água de superfície, exaustão de aquíferos, seca, aquecimento global, perdas nas lavouras, explosões populacionais em países pobres, pobreza opressiva e falta de oportunidades educacionais.A desordem social já estourou em alguns países em face do aumento dos preços dos alimentos e da disseminação da fome. Em vista desses problemas prementes em todo o mundo, a tendência de muitos dos nossos líderes é acocorar-se, fechar nossas fronteiras e proteger nossos próprios interesses. Não podemos resolver os problemas do mundo, dizem eles; todos esses estrangeiros devem afundar ou nadar por seus próprios esforços.


Mas separar-se do resto do mundo e dos seus problemas não é uma opção, porque viola “o padrão que conecta” revelado em premonições e outras ações não locais da consciência. As premonições demonstram uma intimidade mundial de longo alcance baseado na consciência – que, em algum nível, existe de fato apenas uma mente, uma consciência, como Bohm, Schrödinger e outros têm percebido. Se tentarmos puxar a escada depois de salvarmos a nós mesmos, falharemos. Nem o olho, nem o coração, nem o estômago podem separar-se do resto do corpo, nem podemos nos retirar do resto do mundo, que é o nosso corpo coletivo. As premonições implicam que, a fim de salvar a nós mesmos, temos de ajudar os outros, porque nós somos os outros. As premonições sugerem uma revisão da regra de ouro, do “Faça aos outros o que gostaria que fizessem a você”, para “Seja gentil com os outros porque, em certo sentido, eles são você”.Os desafios que nos confrontam – mudança climática, seca, queda no rendimento agrícola, escassez de água e explosões populacionais – vão além de descobrirmos maneiras inteligentes de os superarmos, tão importantes quanto as medidas técnicas para isso. Nossa sobrevivência é predominantemente uma questão de aprender a se encaixar no padrão que conecta, para o qual as grandes lições das premonições são um guia.



A evidência

Muitos críticos desprezam as premonições como bobagem da Nova Era, mas estudos refinados assinados por respeitados pesquisadores da consciência sugerem convincentemente que podemos de fato perscrutar o futuro. Em estudos de “pressentimento”, por exemplo, tais como os realizados por Dean Radin no Instituto de Ciências Noéticas, tem sido observado que o sistema autônomo do corpo responde de forma mais enérgica a uma imagem de violência ou de sexo do que a uma imagem calma, serena, mesmo antes de a imagem ter sido selecionada aleatoriamente e mostrada por computador. Até 2009, vários investigadores fizeram cerca de 20 dessas experiências de pressentimento. Quase todas elas produziram evidências de conhecimento do futuro, e metade delas demonstraram resultados estatisticamente significativos.Centenas de estudos sobre a “visão remota precognitiva” realizados na Universidade Princeton (EUA) e em outros países indicam que os indivíduos podem pressagiar eventos detalhados até uma semana antes de eles ocorrerem. Os pesquisadores Charles Honorton e Diane Ferrari, por exemplo, examinaram 309 experimentos de precognição realizados por 62 investigadores, envolvendo 50 mil participantes em mais de 2 milhões de testes. Trinta por cento desses estudos foram estatisticamente significativos em mostrar que as pessoas podem descrever eventos futuros. As chances de que esses resultados não foram devido ao acaso foram maiores do que 1.020 para 1. Isso é como tirar cara ou coroa com 70 moedas e em todas elas conseguir coroas!

Lilly, de 14 anos de idade, diz no filme “A Vida Secreta das Abelhas”: “O corpo sabe das coisas… antes que a mente as alcance”. A evidência cumulativa em apoio à presciência é irrefutável para a maioria das pessoas cuja opinião não foi coagulada pelo ceticismo endurecido. Radin sugere que essas descobertas revelam que as mentes individuais são “emaranhadas” com todas as outras.Isso leva à conclusão de que, na tradição de Bohm, Schrödinger e outros, existe um sistema unificado de consciência global, ao qual todas as consciências individuais estão integradas.



O risco de negar as premonições

Os resultados descritos no tópico anterior, ao lado dos resultados de outras experiências de pressentimento realizadas em todo o mundo, sugerem que as premonições operam em um nível inconsciente e podem estar presentes em algum grau em todas as pessoas. Como tal, elas não são opcionais, mas fazem parte dos nossos dons naturais, inatos, como o nosso batimento cardíaco. Essa situação me faz lembrar do adesivo de para-choques que diz: “A gravidade. Não é apenas uma boa idéia. É a lei”. Assim parece ocorrer com as premonições. Se elas são tão naturais e onipresentes como a gravidade, pode haver um preço a pagar por negá-las, tão certo como se ignorássemos a gravidade. Com o que esses riscos se pareceriam?

A EXPERIÊNCIA PESSOAL DE LARRY DOSSEY

Tive uma experiência pessoal durante a turnê para o meu livro Reinventando a Medicina, de 1999 , em que divulguei um sonho premonitório sobre um paciente que se mostrou estranhamente exato. Em uma ocasião, fui convidado para um talk show de rádio ao vivo. Sem que eu soubesse, o anfitrião também havia convidado um cardiologista muito conhecido, cujo papel era desmascarar o meu livro. Enquanto esperávamos o show começar, o médico virou-se para mim e disse com frieza: “Devo dizer-lhe que não concordo com quase tudo o que você escreveu”. Respirei fundo e tentei me preparar mentalmente para o ataque.O anfitrião, querendo provocar discórdia o mais rapidamente possível, imediatamente me pediu para relatar o meu sonho precognitivo. Depois que o concluí, ele se virou para o cardiologista e disse: “Agora, Doutor Fulano de Tal, o que você pensa sobre essa coisa de sonho?” Então, ele se afastou do microfone e esperou que os fogos de artifício começassem.Em vez de atacar, no entanto, o cardiologista ficou em um estranho silêncio, o que não é uma coisa boa no rádio. Eu não tinha idéia do que ele estava pensando, nem o anfitrião, que parecia perto de um acesso de pânico. Finalmente, o médico disse, pensativo: “Acho que pode haver algo no sonho do dr. Dossey”. O anfitrião quase desmaiou; isso não era o que ele tinha em mente. Depois de outra longa pausa, o cardiologista disse humildemente: “Gostaria de relatar um sonho meu”. Então ele disse, quase ternamente: “Eu nunca havia dito isso para ninguém antes”.O cardiologista descreveu o caso de uma paciente idosa sua, que exigiu um cateterismo cardíaco. Na noite anterior ao procedimento, ele sonhou que, enquanto fazia o cateterismo, a paciente ficou emudecida, inconsciente e paralisada de um lado – um acidente vascular cerebral grave. Ao acordar, o cardiologista ficou abalado e se perguntou se deveria cancelar o procedimento. Assegurando-se de que os sonhos não significam nada, decidiu ir em frente. Mais tarde naquele dia, durante o cateterismo real, a mulher sofreu um AVC precisamente no padrão que ele havia sonhado na noite anterior. Embora a mulher tenha se recuperado por completo, a experiência abalou o médico profundamente. No resto do programa, o cardiologista e não encontramos nada sobre o qual discordássemos – para desgosto do nosso anfitrião.



OUVIR O CORPO~ Relatos

As premonições, é claro, não estão confinadas aos sonhos. Às vezes, elas ocorrem em estado de consciência plena, e ocasionalmente são acompanhadas por sintomas físicos. Larry Kincheloe, obstetra-ginecologista em Oklahoma City (EUA), nos dá um exemplo notável. Recebi uma carta dele na qual ele descreveu como tanto as premonições como as sensações corporais podem influenciar a assistência ao paciente.Depois de concluir a sua formação em obstetrícia e ginecologia, Kincheloe se juntou a um grupo médico tradicional e trabalhou por cerca de quatro anos sem qualquer evento incomum. Então, numa tarde de sábado, ele recebeu um telefonema do hospital que lhe informava que uma paciente sua estava em trabalho de parto prematuro. Ele deu instruções de rotina, e uma vez que esse era o primeiro bebê da paciente, assumiu que o parto ocorreria horas mais tarde.

Enquanto varria folhas, ele experimentou uma impressionante sensação de que tinha de ir para o hospital. Telefonou imediatamente, mas foi informado pela enfermeira de que estava tudo indo muito bem: sua paciente tinha apenas cinco centímetros de dilatação, e não se esperava o parto para tão cedo.

Mesmo com essa garantia, a sensação ficou mais forte e Kincheloe começou a sentir uma dor no centro do peito. Ele a descreveu como semelhante à sensação da perda do seu primeiro amor adolescente – uma sensação dolorosamente triste, melancólica. Quanto mais Kincheloe tentava ignorar a sensação, mais forte ela crescia, até que chegou a um ponto em que ele sentia que estava se afogando. A essa altura, ele estava desesperado para chegar ao hospital. Entrou no carro e saiu em disparada. Enquanto se aproximava do hospital, ele começou a se sentir melhor, e ao caminhar para a unidade de parto teve uma impressionante sensação de alívio.Quando Kincheloe chegou à área de trabalho de parto, a enfermeira estava saindo da sala da sua paciente. Ela perguntou por que ele estava lá, e Kincheloe admitiu que não sabia, só que sentira que era necessário e que o seu lugar era ao lado da sua paciente. A enfermeira olhou-o de forma estranha e lhe disse que havia acabado de verificar a mulher e que a dilatação era de apenas sete centímetros. Naquele momento, um grito veio da sala de parto. Qualquer um que já tenha atuado em trabalho de parto sabe que há um certo tom no grito de uma mulher quando a cabeça do bebê está em seu períneo e o bebê está se aproximando do parto. Kincheloe correu para a sala a tempo de realizar o parto de um bebê saudável. Depois, quando a enfermeira lhe perguntou como ele sabia que tinha de vir ao hospital após ser informado de que o parto estava a horas de ocorrer, Kincheloe não teve resposta.

IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE

A experiência de Kincheloe mostra como as sensações físicas podem nos alertar de que algo importante está prestes a acontecer – um sistema de premonição de alerta precoce. Os sintomas físicos são como celulares psíquicos unindo indivíduos distantes. A metáfora do celular é apropriada porque a nossa dependência de aparelhos eletrônicos para a comunicação pode ser uma razão pela qual as nossas conexões psíquicas secaram. Mas elas não estão totalmente atrofiadas. Indivíduos como Kincheloe ainda funcionam como antenas humanas, capazes fisicamente de perceber quando alguém está em necessidade. Eles são a prova de que as velhas habilidades ainda existem.

Imagino um dia em que as nossas escolas profissionais aceitarão as nossas conexões distantes e ensinarão aos jovens médicos e enfermeiros como cultivá-las. Em seguida, as profissões de cura vão ser transformadas e humanizadas, pois será evidente que a cura não depende exclusivamente de remédios, bisturis e aparelhos de última tecnologia, mas também da consciência humana. O pesquisador psicossocial David Spiegel, da Escola de Medicina da Universidade Stanford, diz sobre o papel da consciência na saúde: “A boa ciência responde a perguntas e questiona as respostas. Mas não declara que certas questões estão fora dos limites. Fazer isso não é científico… este não é o tempo para fechar a porta a uma área da investigação científica importante e em desenvolvimento”.

E o que é mais importante do que a consciência?

REFERÊNCIAS

1. Sally R. Feather e Michael Schmickler, The Gift: ESP, the Extraordinary Experiences of Ordinary People (St. Martin’s Press, Nova York 2006).

2. Charles Honorton e Diane Ferrari, “Future-Telling: A Meta-Analysis of Forced-Choice Precognition Experiments”, em Journal of Parapsychology 53 (1989), pp. 281–289.

3. Dean Radin, Entangled Minds (New York: Paraview/Simon & Schuster, 2006; publicado no Brasil pela Editora Aleph).

INTUIÇÃO É (RE) CONHECIMENTO

Albert Einstein uma vez disse que “a intuição nada mais é que o resultado da experiência intelectual anterior”.Na mesma linha, o psicólogo norte-americano e ganhador do Nobel Herbert A. Simon afirmou que a intuição era “nada mais e nada menos do que o reconhecimento”.Essas definições são muito úteis porque nos lembram que a intuição não precisa se referir a algum processo mágico pelo qual respostas surgem em nossas mentes a partir do ar ou do inconsciente.Pelo contrário: as decisões intuitivas são muitas vezes um produto do pensamento explícito intenso ou extenso anterior. Tais decisões podem aparecer de forma rápida e fácil porque são feitas com base no reconhecimento.Como um exemplo simples, considere a decisão de levar um guarda-chuva quando você sai de casa pela manhã. Um rápido olhar para o céu pode oferecer uma sugestão (como nuvens portentosas), e essa sugestão nos dá acesso a informações armazenadas na memória (chuva é provável), e por fim esta informação fornece uma resposta (levar um guarda-chuva).Quando esses sinais ou sugestões não são tão fácilmente perceptíveis, ou a informação na memória está ausente ou seu acesso é mais difícil, nossas decisões se tornam mais deliberativas (demoradas).

Esses dois extremos estão associados com experiências diferentes. O pensamento deliberativo nos dá consciência das etapas intermediárias em uma cadeia de raciocínio, e do esforço de combinação da informação. Já o pensamento intuitivo não dá nos dá consciência desses passos cognitivos intermediários (porque não há nenhum) e não parece precisar de esforço (porque são as pistas que desencadeiam a resposta).Ou seja, a intuição é simplesmente caracterizada por sentimentos de familiaridade e fluência.
Boa ou ruim?

Se a intuição é inerentemente “boa” ou “ruim” depende da situação.A visão de Herbert Simon de que “a intuição é reconhecimento” foi baseada em um trabalho que descrevia o desempenho de especialistas de xadrez, do psicólogo holandês Adriaan De Groot. O estudo mostrou que uma assinatura de especialização no xadrez é a capacidade de identificar movimentos promissores muito rápidamente.Essa capacidade é alcançada através de um “padrão de correspondência” contra memórias de até 100.000 posições de jogo diferentes para determinar a melhor jogada. Novatos, em contrapartida, não têm acesso a essas memórias e, portanto, tem que trabalhar com as possíveis contingências de cada movimento.O psicólogo Gary A. Klein e seus colegas fizeram um estudo semelhante e concluíram que os bombeiros podem fazer rápidas decisões “intuitivas” sobre como o fogo pode se espalhar através de um edifício, porque eles podem acessar um repertório de experiências anteriores semelhantes e executar simulações mentais de cenários potenciais.Assim, nesses tipos de situações, onde temos muita experiência anterior a partir da qual desenhar conclusões, a decisão rápida e intuitiva pode ser muito boa.

O EXCESSO DE CONFIANÇA PODE ATRAPALHAR A INTUIÇÃO E SUA MANIFESTAÇÃO

Mas a intuição também pode ser enganosa. O psicólogo e ganhador do Nobel Daniel Kahneman, por exemplo, mostrou as falhas inerentes a um excesso de confiança na intuição. Para ilustrar esse tipo de erro, ele considerou um problema simples: se um taco e uma bola custam R$ 1,10 no total, e o taco custa R$ 1,00 a mais do que a bola, quanto custa a bola?

Se você é como eu, sua resposta imediata (e provavelmente intuitiva) foi “10 centavos”. Isso porque prontamente separamos o R$ 1,00 do R$ 0,10 e 10 centavos parece ser um valor plausível.

Mas um pouco mais de pensamento revela que esta resposta é errada. Se a bola custasse 10 centavos, o taco (um real mais caro) custaria R$ 1,10 e o total da compra seria R$ 1,20. Assim, a bola deve custar 5 centavos.

Então, por que a intuição pode nos desviar do caminho certo? Porque ela nem sempre se baseia no reconhecimento, mas também em associações simples que vêm à mente imediatamente (ou seja, a associação entre R$ 1,00 e R$ 0,10).

Estas associações simples são invocadas, porque, muitas vezes, a mente gosta de usar atalhos que tornam o processo de pensar mais fácil. Em muitos casos, isso funciona bem, mas se você utilizar esses atalhos em demasia, sem checá-los com pensamento mais deliberativo, erros irão certamente ocorrer.

Conclusão: precisamos ter cautela e tentar usar a intuição de forma adaptativa. Quando estamos em situações nas quais temos muita experiência (como fazer julgamentos sobre o clima), a intuição – ou o reconhecimento rápido de “pistas” relevantes – pode ser um bom guia.Mas, se nos encontramos em território novo ou em situações nas quais pistas válidas são difíceis de se obter (como previsões no mercado de ações), contar com o nosso “instinto” pode não ser sábio. Nossa tendência inerente de tomar decisões usando o mínimo de pensamento pode levar a deslizes em nosso raciocínio.

FONTE;[MedicalXpress]

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CONCLUSÃO E NOTA DO BLOG

A parapsicologia tem estudado os potenciais psíquicos humanos e chegou à conclusão de que existe a paranormalidade. Os fenômenos “Psi” (telepatia, clarividência, premonição, telecinesia ou capacidade de mover objetos com o pensamento) ocorrem de fato.Realmente, há pessoas que possuem a sensibilidade para perceber além dos cinco sentidos físicos. A astrofísica Elizabeth Rauscher, consultora da NASA, hoje se dedica à “Psiência”, que é a ciência dos fenômenos Psi.Na revista “Super Interessante” (edição 267 – Julho/2009) há uma matéria,intitulada “O Mundo Paranormal”, a qual relata que o governo americano tinha começado um programa ultra-secreto de formar um exército de paranormais – um batalhão de gente com talento – para prever o futuro e usar a clarividência para fazer espionagem. Cientistas da Universidade de Stanford fizeram testes com esses homens. O Stargate – nome do programa – durou até 1995, quando o governo Clinton pôs fim ao programa por conta de seu alto custo(?).Esse projeto é uma prova de que os sensitivos foram levados a sério por instituições governamentais e que isso interessava e muito á eles.Diz ainda a revista, que não é só na espionagem militar que os serviços dos sensitivos estão sendo utilizados, mas também na polícia, na medicina e no marketing.A polícia da Flórida e o FBI usam os serviços dos sensitivos para ajudá-los a encontrar assassinos foragidos, crianças sequestradas e até aviões desaparecidos.Muitas vezes o sensitivo lança mão da Psicometria pegando algum objeto do morto e, a partir dele, recolhe informações sobre a vítima e tenta se colocar no lugar dela na hora do crime.Depois, relata os detalhes do crime à polícia, como o local onde o corpo está enterrado ou o nome do assassino(já vemos isso em séries de TV).Nos EUA, há sensitivos que se especializam em trabalhar para empresas como consultores dizendo quais os melhores terrenos para companhias de mineração comprarem ou em qual produto a empresa deve investir(por isso o interesse dos governos, em especial o dos EUA).Na medicina, um grupo de sensitivos brasileiros, do Distrito Federal, realiza diagnósticos de doenças, como o câncer, efizema, úlcera e problemas circulatórios. Para testar essas habilidades, uma pesquisa em andamento na Universidade de Brasília acompanha os diagnósticos dessa equipe de sensitivos. Depois, os pesquisadores vão conferir os resultados obtidos com os exames clínicos para ver secoincidem.Sem dúvida alguma, a aplicação da fenomenologia Psi abre uma perspectiva de valor incalculável à humanidade, que pode e deveria ser sempre para o bem, sem os interessesescusos.No entanto, a parapsicologia não vai além dos limites humanos por ainda se estruturar num modelo científico materialista.Sendo assim, não aceita a existência dos seres extrafísicos, ou seja, os espíritos desencarnados. É uma ciência materialista que ainda engatinha e pouco conhece do potencial espiritual do ser humano.Por outro lado, o que a parapsicologia descobriu em suas pesquisas laboratoriais já vem há séculos sendo estudado pelas filosofias orientais e mais recentemente pelos espíritas.Desta forma, somos todos canais (mesmo não sabendo) das forças superiores e inferiores .Apesar da Psi ser um atributo natural do ser humano, há um desconhecimento e despreparo de nossa cultura a começar pelo termo “paranormal” que evidencia a nossa ignorância no tocante à natureza humana.O termo paranormal significa “além do normal”; portanto, é um termo equivocado no que se refere à fenomenologia natural da Psi, que não tem nada de sobrenatural.

EQUIPE DA LUZ É INVENCÍVEL

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Bibliografia para consulta
A realidade da percepção extra-sensorial
Targ Russel
De Newton á percepção extra-sensorial
Lawrence Leshan
Sexto sentido
Amazildo Medeiros de Souza
Os 3 elementos e o sexto sentido
Rosangela Dutra
Paranormalidade
Elisabeth Mayer
Paranormalidade-Um potencial mental
Pedro A.Grisa
Paranormalidade-O elo perdido
Rosa Maria Jaques
Uma visão ayurvédica da mente
David Frawley
Conexão corpo mente e espírito
Candace Pert

Nota:Biblioteca Virtual

Divulgação: A Luz é Invencível