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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

ATIVIDADE PARANORMAL-Mediunidade -parte 3



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Mediunidade é a faculdade humana pela qual se estabelecem as relações entre homens e espíritos. É uma faculdade natural, inerente a todo ser humano, por isso não é privilégio de ninguém. Em diferentes graus e tipos, todos a possuímos. A mediunidade é, pois, a faculdade natural que permite sentir e transmitir a influência dos espíritos, estimulando o intercâmbio e a comunicação entre o mundo físico e o espiritual. Trata-se de uma sintonia entre os encarnados (vivos) e os desencarnados (não físicos como conhecemos a parte física), permitindo uma percepção de pensamentos, vontades e sentimentos. Sua finalidade é, antes de tudo, ser uma oportunidade de servir que faculta manter o contato com a vida espiritual. Graças ao intercâmbio, podemos ter aqui não apenas a certeza da sobrevivência da vida após a morte física, mas também o equilíbrio para aprendermos o que não foi possível neste plano físico ou retificarmos as interpretações equivocadas e atos impensados que fugiram á Lei Maior.É graças à mediunidade que o homem tem a antevisão do seu futuro espiritual e, ao mesmo tempo, o relato daqueles que o precederam na viagem de volta , trazendo-lhe informes de segurança, diretrizes de equilíbrio e a oportunidade de refazer o caminho pelas lições que ele absorve do contato mantido com os desencarnados. Assim, possui uma finalidade de alta importância, porque é graças á ela que o homem se conscientiza de suas responsabilidades de espírito imortal. Sendo inerente ao ser humano, a mediunidade pode aparecer em qualquer pessoa, independentemente da doutrina religiosa que ela abrace.
A história revela grandes médiuns em todas as épocas e em todos os credos. Além disso, a mediunidade não depende de lugar, idade, sexo ou condição social e moral. Allan Kardec ,pai do Espiritismo Ocidental diz na questão 459 de O Livro dos Espíritos: “Os espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações? A este respeito, sua influência é maior do que podeis imaginar.”A idéia da ação dos espíritos não nasceu com o Espiritismo, já que sempre existiu desde as épocas mais remotas da vida humana na Terra. Todas as religiões pregam sobre a ação dos espíritos de uma forma direta ou indireta, mas nenhuma nega completamente estas intervenções. Inclusive criaram dogmas e cerimônias relativas a elas, tais como promessas (pedir alguma forma de ajuda para um espírito em troca de um sacrifício) e exorcismos (cerimônia religiosa para afastar o “demônio” ou os espíritos maus).
AS SESSÕES MEDIÚNICAS
A ação mediúnica não está limitada às sessões mediúnicas. Vivemos mediúnicamente entre dois mundos e em relação permanente com entidades espirituais. Isto se dá porque os espíritos povoam os mesmos espaços em que vivemos, acompanham-nos em nossas atividades e ocupações, vão conosco aos lugares que freqüentamos, seguindo-nos ou evitando-nos conforme os atraímos ou repelimos. Estamos cercados por espíritos e sua influência oculta sobre os nossos pensamentos e atos se faz sentir pelo grau de afinidade que mantivermos com eles. Inúmeros espíritos benfeitores também se comunicam conosco, por via inspirativa ou intuitiva, todas as vezes em que nos dispomos a ser úteis aos nossos irmãos em nossa vida social. Quantas vezes um conselho sensato e oportuno que damos sob a intuição de um benfeitor espiritual consegue mudar o rumo de uma vida e até, em certos casos, salvar ou evitar que uma família inteira seja precipitada no abismo de uma desgraça? O amor verdadeiro e desinteressado não requer lugar nem hora especial para ser praticado, pois o nosso mundo, com o sofrimento da humanidade torturada, é igualmente um vasto campo de serviço redentor. Entretanto, não julguemos que a mediunidade nos foi concedida para simples passatempo ou para satisfação de nossos caprichos. A mediunidade é coisa séria e com ela devemos suavizar os sofrimentos alheios. Ao desenvolvermos a mediunidade, lembremo-nos de que ela é dada como um arrimo para conseguirmos mais facilmente a perfeição, para liquidarmos mais suavemente os pesados débitos que contraímos em existências passadas e para servirmos de guia a irmãos que se encontram mais atrasados.
A MEDIUNIDADE AO LONGO DA HISTÓRIA HUMANA
Certas pessoas consideram, sem razão, a mediunidade um fenômeno peculiar aos tempos atuais, enquanto outras acreditam ter sido inventada pelo espiritismo. A fenomenologia mediúnica, entretanto, é de todos os tempos e de todos os países e religiões, pois desde as idades mais remotas existiram rela- ções entre a humanidade terrena e o mundo dos espíritos. A faculdade mediúnica sempre existiu desde o surgimento do homem na face da Terra, pois se trata de uma faculdade inerente ao seu espírito. A humanidade tem sido guiada desde sua origem, por leis do mundo oculto já comprovadas na face do orbe, graças a essa faculdade mediúnica inata no primeiro espí- rito aqui encarnado. Os fenômenos mediúnicos, no passado remoto, eram tidos como maravilhosos, sobrenaturais, sob a feição fantasiosa dos milagres que lhe eram atribuídos em razão do desconhecimento das leis que os regem. Aqueles que podiam manter intercâmbio com o mundo invisível eram considerados privilegiados.
A MEDIUNIDADE NA ÍNDIA
A relação entre os mundos material e espiritual tem sido registrada em todas as épocas da humanidade. Como exemplo, temos o Código dos Vedas, o mais antigo código religioso que se tem notícia, onde se encontra o registro da existência dos espíritos: “Os espíritos dos antepassados, no estado invisível, acompanham certos brâmanes, convidados para cerimônia em comemoração dos mortos, sob uma forma aérea; seguemnos e tomam lugar ao seu lado quando eles se assentam”. Desde tempos imemoriais, os sacerdotes brâmanes, iniciados nos mistérios sagrados, preparavam indivíduos chamados “faquires” para a obtenção dos mais notá- veis fenômenos mediúnicos, tais como a levitação, o estado sonambúlico até o nível de êxtase, a insensibilidade hipnótica à dor, entre outros, além do treino para a evocação dos Pitris (espíritos que vivem no espaço, depois da morte do corpo), cujos segredos eram reservados somente àqueles que “apresentassem 40 anos de noviciado e de obediência passiva”. A iniciação entre os brâmanes comportava três graus. No primeiro, eram formados para se encarregar do culto vulgar e explorar a credibilidade da multidão. Ensinava-se a eles comentar os três primeiros livros dos Vedas, dirigir as cerimônias e cumprir os sacrifícios.Os brâmanes do primeiro grau estavam em comunicação constante com o povo, eram seus diretores imediatos. O segundo grau era composto dos “exorcistas, adivinhos e profetas evocadores de espíritos”, que eram encarregados de atuar sobre a imaginação das massas, por meio de fenômenos sobrenaturais. No terceiro grau, os brâmanes não tinham mais relações diretas com a multidão e quando o faziam, era sempre por meio de fenômenos aterrorizantes e de longe.
A MEDIUNIDADE NO ANTIGO EGITO
No Egito antigo, os magos dos faraós evocavam os mortos e muitos comercializavam os dons de comunicabilidade com os mundos invisíveis para proveito próprio ou dos seus clientes, fato esse comprovado pela proibição de Moisés aos hebreus: “Que entre nós ninguém use de sortilégio e de encantamentos, nem interrogue os mortos para saber a verdade” (Deuterônimo). De forma idêntica às práticas religiosasda antiga Índia, as faculdades mediúnicas no Egito foram desenvolvidas e praticadas no silêncio dos templos sagrados, sob o mais profundo mistério e rigorosamente vedadas à população leiga. A iniciação nos templos egípcios era cercada de numerosos obstáculos e exigia-se o juramento de sigilo. A menor indiscrição era punida com a morte. Saídos de todas as classes sociais, mesmo das mais ínfimas, os sacerdotes eram os verdadeiros senhores do Egito. Os reis por eles escolhidos e iniciados só governavam a nação a título de mandatários. Todos os historiadores estão de acordo em atribuir aos sacerdotes do antigo Egito poderes que pareciam sobrenaturais e misteriosos. Os magos dos faraós realizavam todos esses prodigios que são referidos na Bíblia. É bem certo que eles evocavam os mortos, pois Moisés, seu discípulo, proibiu formalmente que os hebreus se entregassem a essas práticas. Os sacerdotes do antigo Egito eram tidos como pessoas sobrenaturais, em face dos poderes mediúnicos que eram misturados maliciosamente com práticas mágicas e de prestidigitação. A ciência dos sacerdotes do Egito antigo ultrapassava em muito a ciência atual, pois conheciam o magnetismo, o sonambulismo, curavam pelo sono provocado, praticavam largamente a sugestão, usavam a clarividência com fins terapêuticos e eram célebres pelas práticas de curas hipnóticas. No tempo em que Moisés libertou o povo hebreu do cativeiro egípcio, vamos encontrar o espírito daquele que um dia seria o codificador da doutrina espírita envergando a túnica sacerdotal e já detentor de sabedoria que o colocava como sacerdote preferido do faraó Ramsés II. O sacerdote Amenophis era médium de efeitos físicos, inclusive existem relatos sobre as sessões de materialização que eram realizadas naquela época. A mediunidade na Suméria, Babilônia e Grécia antiga ,a medicina entre os sumerianos era um curioso misto de ervanaria e magia, cujo receituário consistia principalmente em feitiços para exorcizar os maus espíritos que acreditavam ser a causa das moléstias. Já os babilônios primitivos viviam cercados de superstições. Acreditavam que hordas de espíritos malévolos se escondiam na escuridão e cruzavam os ares, espalhando em seu caminho o terror e a destruição, para os quais a única defesa eram os sacrifícios e os sortilégios mágicos. Se o antigo povo babilônio não inventou a feitiçaria, foi ao menos o primeiro a lhe dar um lugar de grande importância, a ponto do desenvolvimento da demonologia e da bruxaria terem exigido leis que prescreviam a pena de morte contra seus praticantes. Há provas de ter sido muito temido o poder dos feiticeiros. Na Grécia, a crença nas evocações era geral. Todos os templos possuíam as chamadas “pitonisas”, encarregadas de proferir oráculos evocando os deuses, mas às vezes o consultante queria ele próprio ver e falar com a “sombra” desejada e, como na Judéia, conseguia-se colocá-lo em comunicação com o ser ao qual desejava interrogar .
A MEDIUNIDADE ENTRE OS POVOS CELTAS E DRUIDAS
Os celtas, povo pré-histórico que se espalhou por grande parte da Europa entre os séculos XXI e I a.C., atingindo o maior poderio do século VI ao III a.C., possuíram grupos fechados de sacerdotes especializados em comunicações com o além, chamados de “druidas”. A escolha dos futuros sacerdotes era feita entre a classe aristocrática e, desde criança, já se submetiam à rigorosa disciplina e intenso aprendizado junto aos druidas mais velhos. A sabedoria druídica já admitia a reencarnação, a inexistência de penas eternas, o livre-arbítrio, a imortalidade da alma, a lei de causa e efeito e as esferas espirituais. Segundo o espírito de Zéfiro, aproximadamente no ano 100 a.C., Denizar Rivail foi um chefe druida. Marcou tanto essa etapa reencarnatória que o codificador decidiu assinar suas obras espíritas com o nome de Allan Kardec.
ORÁCULOS GREGOS E ROMANOS
Mediante a invocação de poderes sobrenaturais, o homem sempre recorreu a vários tipos de adivinhação. No mundo greco-romano, um dos meios mais difundidos foram os oráculos, que eram as respostas dadas pelos deuses a perguntas para eles formuladas, de acordo com determinados rituais executados por uma pessoa que atuava como médium ou pitonisa. Os oráculos eram núcleos de intercâmbio medianímico onde trabalhavam sibilas,pítons e pitonisas. Gente de todas as classes sociais, inclusive autoridades públicas, visitava estes lugares e recebia orientações das mais diversificadas. O termo refere-se também à própria divindade que respondia e a seu intérprete, bem como ao local onde eram dadas as respostas. Os templos ou grutas destinados aos oráculos eram numerosos e dedicados a diversos deuses. Os rituais variavam dos mais simples, como tirar a sorte, aos mais complexos. Antes da consulta, a pitonisa e o consulente banhavam-se na fonte Castália, depois ela bebia água da fonte sagrada de Cassótis e entrava no templo, onde o deus era invocado por meio de um ritual. Em seguida, sentada numa trípode, entre vapores sulfurosos (enxofre) e mascando folhas de louro (a árvore sagrada de Apolo), entrava em transe ou “delírio divino”, quando transmitia as palavras do deus. A mensagem era anotada e interpretada pelos sacerdotes, que a passavam ao consulente freqüentemente na forma de versos.
MEDIUNIDADE EM DESARMONIA
Os sinais mais comuns do aparecimento da mediunidade em desarmonia são: cérebro perturbado, sensação de peso na cabeça e ombros, nervosismo (ficamos irritados por motivos sem importância), desassossêgo, insônia, arrepios (como se percebêssemos passar alguma coisa fria), sensação de cansaço geral, calor (como se encostássemos em algo quente), falta de ânimo para o trabalho e profunda tristeza ou excessiva alegria sem saber a razão. Mas o que o médium deve fazer nestes momentos de alterações emocionais? Todo médium iniciante, a fim de evitar inconvenientes na prática mediúnica, primeiramente deve se dedicar ao indispensável estudo prévio da teoria e jamais se considerar dispensado de qualquer instrução, já que poderá ser vítima de mil ciladas que os espíritos mentirosos preparam para lhe explorar a presunção. Após o conhecimento teórico, deve procurar desdobrar a percepção psíquica sem qualquer receio. Na orientação do desenvolvimento mediúnico, é importante que procuremos as instruções espíritas, para evitarmos dissabores e percalços. É aconselhável o desenvolvimento mediúnico em grupos especialmente formados para isto, pois pessoas bem orientadas, que se reúnem com uma intenção comum, formam um ambiente coletivo favorável ao intercâmbio. É aconselhável ainda que o médium jamais abuse da mediunidade, empregando-a para a satisfação da curiosidade.
APRENDENDO A USAR A MEDIUNIDADE
Desenvolver a mediunidade é aprender a usá-la. Para que sejamos bem-sucedidos, devemos cultivar virtudes como a paciência, a perseverança, a boa vontade, a humildade e a sinceridade.
COMO DESENVOLVER A MEDIUNIDADE
A mediunidade não se desenvolve de um dia para o outro, por isso, devemos ter muita paciência. Sem perseverança nada se alcança, pois o desenvolvimento exige que sejamos persistentes. Ter boa vontade é comparecermos alegres e cheios de satisfação às sessões. A humildade é a virtude pela qual reconhecemos que tudo vem de Deus. E se faltarmos com a sinceridade no desempenho de nossas funções mediúnicas, mais cedo ou mais tarde sofreremos decepções. Ensinamentos é que não faltam em todas as circunstâncias de manifestações da vida. A faculdade mediúnica em harmonia pode fazer grandes coisas. A educação mediúnica pode começar no simples modo de falar aos outros, transmitindo brandura, alegria, amor e caridade em todos os atos da vida. A mediunidade se desenvolve naturalmente nas pessoas de maior sensibilidade para a captação mental e sensorial de coisas e fatos do mundo espiritual que nos cerca e nos afeta com as suas vibrações psíquicas e afetivas. Da mesma forma que a inteligência e as demais faculdades humanas, a mediunidade se desenvolve no processo de relação. Quando a mediunidade aflorar sem o preparo prévio do médium, é preciso orientá- lo para que os fenômenos se disciplinem e ele empregue acertadamente sua faculdade. Não se deve colocar em trabalho mediúnico quem apresente perturbações ou quem tenha desconhecimento sobre o assunto. Primeiro, é preciso ajudar a pessoa a se equilibrar psíquicamente, através de passes, vibrações e esclarecimentos doutrinários. É fundamental que se cultive bons pensamentos, pois trazem as boas palavras e conduzem aos bons atos. O médium também precisa ser amigo do estudo e da boa leitura, além de moderado. Por fim, que cultive a meditação diária, pois ela é um poderoso fortificante espiritual e um benéfico exercício de higiene mental.

TIPOS DE MEDIUNIDADE

Existem muitas formas de mediunidade, no entanto algumas são mais conhecidas, como por exemplo, aclarividência. É a faculdade de enxergar extra-fisicamente, para isso, utilizando não a visão física, mas o olho da mente, conhecido como chacra frontal (terceiro olho).As pessoas que não enxergam dessa forma, já se avaliam e logo chegam à conclusão: “Eu não sou médium, não enxergo nada.”Mas não é tão limitado assim, existem tantas formas de captar, ou melhor, intermediar, os impulsos ou vibrações provenientes das dimensões mais sutis.
Nosso próprio corpo físico tem natureza mediúnica
Através dele, nosso espírito se faz presente para viver uma experiência, uma vida. Esse veículo carnal da consciência, nada mais é que um transmissor de impulsos e vibrações, em diferentes freqüências. Ocorre que na dimensão física, a densidade aumenta muito, o que o torna “grosseiro” perante a sutileza do espírito.Na prática, é como se alguém estivesse nos chamando à quinhentos metros de distância. A probabilidade de não ouvirmos nada é muito grande. Fazendo essa analogia, podemos dizer, que o corpo físico é uma parede de energia condensada (sólida) que se transpõe a passagem de certas ondas de vibrações características dos planos sutis.Se todos nós aprendêssemos a silenciar a mente, o coração, as emoções, os ruídos externos do meio ambiente em que vivemos, poderíamos com certeza ouvir o chamado, mesmo havendo quinhentos metros de distância. Sabendo da existência desse som, concentraríamos a atenção a tal modo, que facilmente conseguiríamos amplificar essa voz.É isso que o treino, que se traduz na busca espiritual constante e a reforma íntima produzem.
A MEDIUNIDADE É UM SENTIDO
Assim como a visão, o tato ou paladar. Só que não está associada ao corpo físico, é uma faculdade da mente superior, da consciência, não do cérebro. O que explica porque muitos cegos enxergam imagens, bem como surdos ouvem sons. Curioso? Simplesmente efeito da sensibilidade da alma, ou melhor, dos sentidos do espírito. Quando vivemos sem nenhuma consciência espiritual, o cérebro não pode conceber a idéia de tais faculdades extra-físicas, por isso cria um padrão limitado. O único raciocínio aceito é de que temos cinco sentidos essencialmente físicos. Mesmo porque quando se vive distante da consciência crística, jamais se pode conceber o fato de que a consciência é mortal.
MEDIUNIDADE E O ESPÍRITO
Portanto, se eu não aceito essa idéia, de um corpo espiritual ser a morada de minha consciência, ou o único responsável por animar um corpo físico, como poderei permitir que meu espírito exprima suas sensibilidades? Isso seria loucura pela ótica da comunidade cética e materialista, não é mesmo?Assim sendo, desenvolver a mediunidade é apenas permitir que sua experiência nesse planeta seja guiada pela sua parte superior, por sua própria consciência espiritual.Ignorar essa faculdade natural, por não conceber a idéia, ou mesmo por medo, comodismo ou insegurança, não vão fazer com que o universo mude seu mecanismo. 

MEDIUNIDADE É UM SENTIDO NATURAL

O universo olha para aquela pessoa na terra e diz: “Aquele ali não quer que eu aja naturalmente com ele, então vou deixá-lo para lá.”Não temos como impedir os ciclos naturais, não dá para trancar a evolução do universo. O normal de um gato é miar, de um cão é latir, da água ser molhada e do fogo ser quente. Quem pode mudar isso?E o mecanismo da mediunidade precisa ser entendido para que não haja rejeição, medo ou insegurança. Nosso livre arbítrio sempre é respeitado, melhor ainda, sempre nos é permitido recomeçar, refazer, consertar os erros. Isso que chamamos de” misericórdia divina” e tolerância também. 
TODOS SOMOS MÉDIUNS
Pela natureza essencial de cada alma existente aqui nesse plano. Todos nós temos missões a cumprir, ou ainda, estamos encarnados dentro de uma proposta de evolução constante, normalmente ignorada por mais de 90% das pessoas.De uma hora para outra, a pessoa, totalmente distante e alienada dessa consciência, começa a sentir, ver ou perceber, impulsos nada convencionais para sua mente engessada na terceira dimensão. Capta pensamentos sem que sejam ditos verbalmente, tem sonhos reveladores, premonições, palpites muito fortes (leia-se como intuição para um leigo), sente presenças, vultos, ouve vozes. Típicos indícios da mediunidade se expressando, melhor ainda: o espírito querendo fluir, se sensibilizar no plano físico, dando sinais de que está na hora de ler nas entrelinhas da vida.E a pessoa, cheia de paradigmas nocivos, com sua mente bloqueada para a verdade divina, sofre e sofre muito. Isso porque ela quer reter uma enxurrada da natureza universal. Simplesmente impossível, sem que haja conseqüências sérias. É total negligência ignorar esse fato, dando-o muitas vezes o rótulo de uma doença mental ou síndrome, que com freqüência assumem nomes complicados e elaborados.O pior de tudo é que dá tanto trabalho e gera tanta dor, ignorar esse fluxo mediúnico, que é difícil entender o motivo que leva a pessoa a relutar tanto. Mas como sabemos, cada um está no seu estágio evolutivo e precisamos saber aceitar.
Alguns remédios faixa-preta são usados em larga escala pra tentar estancar tais manifestações (que pelo olhar da ciência ocidental, apresentam causas incertas), mas não o fazem porque apenas ensurdecem os sentidos físicos, anulando suas percepções. Só que elas continuarão por lá, povoando suas formas astrais e pairando sobre o corpo espiritual da pessoa, inegávelmente.
MEDIUNIDADE E ESPÍRITOS DESENCARNADOS
Se você caminha por uma rua muito movimentada, andando por uma calçada, junto com milhares de pessoas, necessita saber as horas e percebe que está sem relógio. Não enxerga nenhum relógio em painéis eletrônicos ou similares. Então em meio a milhares de pessoas, decide perguntar para alguém.
Quem, normalmente procuramos em meio a multidão?Alguém que visivelmente tenha um relógio, não é mesmo?Pois bem, a mediunidade aflorada, é como um relógio no pulso de alguém, à vista dos espíritos desencarnados. É uma sinalização que atrai a atenção de tantas vibrações diferentes.A comunicação acontece pelo simples fato de haver uma referência, ou seja, uma via de acesso fácil. Como a mediunidade de comunicação com os espíritos é uma das mais corriqueiras, acaba gerando muitos danos para quem não está preparado para lidar com tais situações.O que ocorre normalmente é que muitos desencarnados, que em vida na Terra, eram pessoas alienadas, quando desencarnam, sofrem, demoram em compreender.Quando começam a entender que não mais habitam um corpo físico, em desespero, procuram se comunicar. É normal que estejam com padrão vibratório baixo, gerado por seus apegos materiais, sentimentos mundanos e paixões animalizadas, ainda ancoradas em suas auras.

E com quem querem se comunicar ou pedir ajuda?

Òbviamente com todos que tenham um “relógio”, ou melhor, qualquer pessoa, (qualquer mesmo) que tenha a mediunidade aflorada, o que é fácilmente notado pelo espírito perdido, que assim reconhece ao visualizar o campo energético do indivíduo desavisado.Como a pessoa não concebe a idéia, não está educada, não se conhece (e ainda falamos tanto de auto-conhecimento) não sabe o que fazer quando começa a sentir verdadeiras perturbações em seus estados psíquicos, no seu humor e equilíbrio emocional.E isso acontece, porque o espírito desencarnado (sofredor), próximo ao médium inconsciente, acopla-se em seu campo áurico, alterando, desvitalizando e desequilibrando por completo o fluxo natural dos chacras, já que sua aura está em péssimo padrão vibratório.
MEDIUNIDADE: UMA MENSAGEM QUE VOCÊ NÃO PODE IGNORAR
Mesmo a pessoa rejeitando com todas as suas forças essa hipótese, ignorando a iminente necessidade da jornada evolutiva do espírito a se iniciar, nada resolverá seu influxo prânico (bloqueio do fluxo de energia vital) senão a busca de sua consciência espiritual. Nem remédios alopáticos, nem psicologia ou psiquiatria materialista, nada disso surtirá efeitos. Na realidade não causarão nem cócegas.O fato poderá ser ignorando o quanto quiser, mas é bom que se reitere que nada além da busca consciencial, da reforma íntima, do desenvolvimento das sensibilidades do espírito, servirão de remédio eficaz. Já algumas pessoas, conhecem superficialmente esses mecanismos, e o aceitam. Mesmo assim, consideram um fardo a mediunidade, de forma equivocada e negligente, a rejeitam. Grande erro, que ás vezes dói ;Dói em todos os sentidos, porque se é fome que uma pessoa tem, é comida que deve ingerir. Nada, por hora, poderá substituir a necessidade emergente de alimento que a pessoa tem.
TOME A ATITUDE CERTA COM A SUA MEDIUNIDADE
Abra seu coração para a consciência de sua missão aqui na Terra, ejete sua consciência das alienações do mundo materialista. Volte-se para a necessidade de evolução que você tem. Dedique tempo para nutrir sua alma, leia assuntos correlatos, participe de grupos afins, mantenha contato com a natureza e seus elementos, aprenda a meditar diariamente. Assuma e cumpra compromissos rotineiros com a sua espiritualidade. Foque no sentimento de amor existente nas pessoas. Não há segredo.Mas você pode não dar a mínima para isso tudo, está certo, livre arbítrio sempre. No entanto, lembre-se, o universo não vai cessar o fluxo dele em função da sua escolha. Nesse caso,busquemos um alinhamento na direção da vontade divina, (do universo) abandonando “um pouco” a vontade própria, baseada sómente nos interesses do ego e do eu inferior.
A base orgânica da mediunidade
A ORIGEM DA FACULDADE MEDIÚNICA
À semelhança de Charles Richet  que conceituou a mediunidade como o “sexto sentido”, Allan Kardec colocou-a em pé de igualdade com os outros atributos humanos, reconhecendo nela uma função orgânica, ordinária, natural, fisiológica, inerente a todos os seres humanos, embora em gradações muitodiferentes.Qual a sua origem? Qual a sua relação com o processo evolutivo que atinge a todos os seres do globo? As opiniões não são convergentes. Ernesto Bozzano defendia a tese de que as faculdades supranormais não são e não podem ser levadas a cargo da evolução da espécie, sendo assim sentidos da personalidade humana que deverão aflorar após a desencarnação. Não teriam, então, uma função definida para a vida física, já que apenas no ambiente espiritual elas deveriam emergir.
Pesquisadores materialistas, como Amadou e Vassiliev, colocam-na à conta de uma função em extinção. As faculdades paranormais seriam resíduos de faculdades atávicas que se foram atrofiando por obra da seleção natural, visto se haverem tornado inúteis à ulterior evolução biológica da espécie. O pensamento, todavia, que vem ao encontro da posição assumida pelo benfeitor André Luiz foi expresso por J. B. Rhine. Acreditava o pai da parapsicologia que as faculdades paranormais representam outros tantos germes de sentidos novos destinados a evoluir nos séculos, até emergirem e se fixarem na espécie.
Ao examinar a questão, no livro “Evolução em Dois Mundos”, André Luiz informa-nos que a faculdade mediúnica vem sofrendo através dos milênios paciente desabrochar, acompanhando o Espírito eterno em seu processo evolutivo. É, portanto, uma função do Espírito que se projeta no corpo a cada nova existência, sendo continuamente aprimorada.
O sistema nervoso na mediunidade
O principal sistema responsável pela faculdade mediúnica é o nervoso, principalmente o cérebro.Dr.Nubor Facure, professor titular de Neurologia na Unicamp, examinando o papel do cérebro no fenômeno, esclarece: “O fenômeno mediúnico se processa no cérebro do médium e sempre com a participação deste. É um processo de automatismo complexo, realizado através do cérebro sob a atuação de entidades espirituais que sintonizam com o médium. Dispomos no nosso cérebro de centros de atividades automáticas para as diversas atividades motoras que nos permitem, por exemplo, falar fluentemente, escrever rapidamente, pintar ou dedilhar um instrumento musical. Essas áreas expressam suas atividades com pouca participação da consciência. Desde que o médium possa destacar seu foco de consciência, o Espírito comunicante pode se ocupar dos núcleos de atividade automática do cérebro do médium e fazer transcorrer por ali conceitos da sua mensagem.”
A Glândula Pineal;O papel dela na mediunidade
O papel da epífise ou glândula pineal passou a ser valorizado com os estudos do autor André Luiz.A epífise é uma glândula de forma piriforme, com as dimensões de uma ervilha mediana que repousa sobre o teto do mesencéfalo.A glândula pineal foi bastante conhecida dos antigos. A Escola de Alexandria participou ativamente dos estudos da pineal que se achavam ligados a questões religiosas. Os gregos conheciam-na como conarium, e os latinos como pinealis, semelhantes a uma pinha. Esses povos em suas dissertações localizavam na pineal o centro da vida.Mais tarde, os trabalhos sobre a glândula pinealse enriqueceram com os estudos de De Graff, Stenon e Descartes, que em 1677 fez uma minuciosa descrição da glândula, atribuindo-lhe papel relevante. Para ele, “a alma seria o misterioso hóspede da glândula pineal”.Em 1954 vários estudiosos publicaram um livro com o somatório crítico de toda a literatura existente sobre a glândula, chegando a algumas conclusões:
  • A glândula pineal deixou de ser o órgão sensorial e passou a ser uma glândula de secreção endócrina.
  • A glândula pineal teria influência sobre o amadurecimento das glândulas sexuais (ovários e testículos); quando atuante, a pineal inibiria o desenvolvimento dessas glândulas; quando inativa (após os 14 anos mais ou menos), permitiria o desenvolvimento dos ovários e testículos, ocorrendo assim o aflorar da sexualidade.
  • Seu hormônio (melatonina) favoreceria o sono, diminuiria crises convulsivas, sendo por isso conhecida como a glândula da tranqüilidade.
  • Atuaria ainda como reguladora das funções da tireóide, do pâncreas e das supra-renais.
  • Seria ainda uma reguladora global do sistema nervoso central.
O PONTO DE VISTA DA DOUTRINA ESPÍRITA
Em “Missionários da Luz”, cap. I e II, André Luiz, estudando um médium psicógrafo com o instrutor Alexandre, observa a epífise do médium a emitir intensa luminosidade azulada, ao que o instrutor esclarece:”No exercício mediúnico de qualquer modalidade, a pineal desempenha o papel mais importante.”
André Luiz observa:
“Reconheci que a glândula pineal do médium expelia luminosidade cada vez mais intensa… a glândula minúscula transformara-se em núcleo radiante e ao redor seus raios formavam um lótus de pétalas sublimes. Examinei atentamente os demais encarnados e observei que em todos a pineal apresentava notas de luminosidade, mas em nenhum brilhava como no médium em serviço. Alexandre esclarece: é na pineal que reside o sentido novo dos homens, entretanto, na grande maioria, a potência divina dorme embrionária.”
Em “Missionários da Luz”, André Luiz esclarece:
“Não se trata de um órgão morto segundo as velhas suposições, é a glândula da vida mental. Ela acorda no organismo do homem, na puberdade, as forças criadoras, e em seguida continua a funcionar como o mais avançado laboratório de elementos da criatura terrestre.Aos 14 anos aproximadamente, a glândula reajusta-se ao concerto orgânico e reabre seus maravilhosos mundos de sensações e impressões da esfera emocional. Entrega-se a criatura à recapitulação da sexualidade, examinando o inventário de suas paixões vividas em outras épocas, que reaparecem sob fortes impulsos. Ela preside aos fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada expressão no corpo etéreo. Desata de certo modo os laços divinos da Natureza, os quais ligam as existências umas às outras, na seqüência de lutas pelo aprimoramento da alma e deixa entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha investida.”
Observamos, então, que a pineal apresenta particularidades e funções que transcendem o posicionamento da ciência oficial.Ela domina o campo da sexualidade, estabelece relações com o mundo espiritual, via mediunidade, transformando energia mental em estímulo nervoso e mantém contato entre o Espírito e o corpo, através do centro coronário, além de presidir aos fenômenos da emotividade.
André Luiz acrescenta:
“Segregando delicadas energias psíquicas, ela conserva todo o sistema endócrino. Ligada à mente, através de princípios eletromagnéticos do campo vital, comanda as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade. As redes nervosas constituem-lhe fios telegráficos para ordens imediatas a todos os departamentos celulares e sob sua direção efetuam-se os suprimentos de energia a todos os órgãos.”

Cérebro e Mediunidade – Dr. Sérgio Felipe de Oliveira

Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, (CRM nº 62.051)-Formado pela USP em 1988, mestre em Ciências pela USP, pesquisador em Neurociências; diretor clínico da Pineal Mind Instituto de Saúde/SP; diretor do projeto Uniespírito
DOUTOR E MÉDICO EM PSIQUIATRIA DEFENDE “TESE DE DOUTORADO” SOBRE “MÉDIUNS ESPÍRITAS”
        Alexander Moreira de Almeida é médico e doutor em psiquiatria pela USP – Universidade de São Paulo, coordenador do NEPER – Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e director técnico e clínico do HOJE – Hospital João Evangelista. O fato de registro, é que o doutor Alexander de Almeida defendeu sua Tese de Doutorado sobre “Fenomenologia das experiências mediúnicas, perfil e psicopatologia demédiuns_espíritas” recorrendo a dezenas de médiuns espíritas e a várias associações espíritas de São Paulo, onde concedeu uma entrevista exclusiva ao Jornal de Espiritismo;
(nota do blog;Estas informações disponibilizadas aqui  são as constatações de um médico estudioso e doutor na área, cujo currículo é bastante respeitado e foi bem examinado pela banca especialista que o acompanhou nesta tese, como está descrito abaixo.Cada um dos leitores pode tirar suas próprias conclusões e usar seu discernimento interior para aproveitar o que melhor se encaixar nas suas convicções)
  • Como médico psiquiatra, o que o levou a escolher tal Tese de trabalho, para o seu doutoramento: “Fenomenologia das experiências mediúnicas, perfil e psicopatologia de médiuns espíritas“?
    • Alexandre Moreira Almeida – A importância que as vivências mediúnicas tiveram e ainda têm nas diversas civilizações e, mesmo assim, serem praticamente inexploradas no meio acadêmico.
  • Como os seus examinadores e a própria Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, viram a sua Tese de Doutorado?
    • AMA – Muito bem. Sempre recebi todo o apoio do Departamento de Psiquiatria da USP, da FAPESP (Fundação de Amparo À Pesquisa do Estado de São Paulo), bem como a banca teve uma postura muito científica: – rigorosa, mas aberta.
  • E o orientador da Tese de Doutorado? Quem foi?
    • AMA – Francisco Lotufo Neto, professor livre-docente do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo..
  • Quem foram seus examinadores?
    • AMA –
      • Prof. Dr.. Paulo Dalgalarrondo, Doutor pela Universidade de Heildelberg (Alemanha), livre-docente em Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas);
      • Prof. Dr. Leonardo Caixeta, psiquiatra, doutor em Neurologia pela Universidade de São Paulo, professor da UFG (Universidade Federal de Goiás);
      • Prof. Homero Vallada, livre-docente, Professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP e da Universidade de Londres, maior especialista em genética psiquiátrica no Brasil e pelo
      • Prof. Dr. Paulo Rossi Menezes, psiquiatra e epidemiologista, doutor pela London Universisty, livre-docente da faculdade de Medicina da USP.
  • Existiu algum critério específico para a composição da Banca Examinadora?
    • AMA – Que fossem pesquisadores destacados e que estudassem áreas relacionadas ao tema da tese.
  • Durante seu estudo, verificou por certo o grau de escolaridade dos médiuns espíritas. São eles incultos e ignorantes como se diz?
    • AMA – 46,5% dos médiuns tinham escolaridade superior ou superior com pós-graduação. O Censo Brasileiro de 2000 mostrou que o Espiritismo é a única religião em que a proporção de adeptos aumenta quanto maior o nível educacional do segmento estudado.
  • Os médiuns espíritas sofrem de transtornos dissociativos, psicóticos ou transtornos de personalidade múltipla?
    • AMA – Eles também podem apresentar estes e outros transtornos mentais, como qualquer indivíduo, no entanto, a prevalência de problemas psiquiátricos entre os médiuns estudados foi menor que o encontrado na população geral. (Ver: Doença mental e Mediunidade)
  • Então os médiuns espíritas não são esquizofrênicos?
    • AMA – Não, eles são até mais saudáveis que a população geral. Isto, apesar de terem muitas vivências alucinatórias e de influência que normalmente são consideradas como sintomas clássicos de esquizofrenia.
  • Como a mediunidade é vista pela medicina?
    • A.M.A – Como a expressão de uma manifestação cultural, religiosa, que não necessariamente é patológica. Sobre a explicação de sua origem, habitualmente é considerada como um fenômeno dissociativo em que se manifestam conteudos doinconsciente do indivíduo. No entanto, estas ideias são baseadas em muitas opiniões e poucas pesquisas.
  • A mediunidade é causa de doenças mentais?
    • AMA – Apesar de, historicamente, nos últimos 150 anos ter se acreditado nisto, não há evidências a este respeito.
  • Quais os possíveis mecanismos neurofisiológicos da mediunidade?
    • AMA – Desconheço estudos a este respeito, tudo que eu dissesse seria meramente especulativo.
  • Alguns colegas defendem que a glândula_pineal é o órgão sensorial da mediunidade. Sabemos que essa hipótese não é nova. O espírito de André_Luizatravés do respeitado médiumFrancisco_Cândido_Xavier trouxe de novo a “lume”. Qual a sua opinião?
    • AMA – Há uma longa história de associação da pineal com o Espírito, isto vem desde Descartes. Do ponto de vista científico, desconheço qualquer estudo trazendo evidências da pineal se relacionar com mediunidade. Entretanto, sem dúvida é uma interessante hipótese a ser testada.
  • Sendo médico e doutor em psiquiatria, o que é a mediunidade?
    • AMA – Penso que a mediunidade é uma manifestação de uma habilidade humana que tem estado presente na maioria das civilizações ao longo da história. A origem destas vivências em muitos casos, acredito, podem estar realmente no inconsciente dos médiuns. Entretanto, há um considerável número de casos em que esta explicação é insuficiente, apontando para alguma fonte externa ao médium.
  • Como relaciona psiquiatria, espiritualidade e mediunidade?
    • AMA – A psiquiatria deve estar interessada numa visão abrangente e multifacetada do ser humano, assim a espiritualidade deve ser levada em conta, como todas as demais dimensões da existência humana. Por fim, a mediunidade é uma vivência que pode nos revelar muito sobre o funcionamento da mente e sua relação com o corpo. Muitos de nossos trabalhos na área podem ser acessados na página www.hojenet.org no item “teses & artigos”.
  • Como distingue em seus pacientes “mediunidade” com distúrbios meramente neuropsicológicos?
    • AMA – Esta pergunta não admite uma resposta simples. Faz-se necessária uma avaliação cuidadosa e ampla da pessoa, o que ela tem vivenciado, suas crenças e seu contexto social e cultural. Em linhas gerais, para uma certa vivência ser considerada indicativa de um transtorno mental, deve estar associada a sofrimento, falta de controle sobre sua ocorrência, gerar incapacitação, coexistir com outros sintomas de transtornos mentais e não ser aceita pelo grupo cultural ao qual pertence o indivíduo.
  • Ao receber um paciente portador de faculdade mediúnica, como conduz o caso?
    • AMA – Trato o transtorno mental existente além de recomendar que o paciente continue com suas práticas religiosas. No entanto, se ele estiver com desequilíbrios mais graves, inicio o tratamento farmacológico e psicoterápico e solicito o afastamento das atividades mediúnicas. No entanto, recomendo que continue participando das demais atividades religiosas (palestras, orações, cultos, passes…)
  • O seu estudo reuniu a maior amostra de médiuns espíritas alguma vez investigada na área médica no mundo. A sua tese já teve repercussões no meio médico ou em algum centro de investigação universitário? Quais?
    • AMA – Tenho apresentado os resultados da tese em congressos científicos no Brasil e nos EUA, como por exemplo o Congresso Brasileiro de Psiquiatria e International Conference on Mediumship promovido pela Parapsychology Foundation.
  • Nesses congressos científicos, como os investigadores brasileiros e norte-americanos reagiram à sua investigação?
    • AMA – Muito bem, demonstrando bastante interesse.
  • Como vê a doutrina espírita, codificada por Allan Kardec?
    • AMA – Como uma proposta bem fundamentada de se fazer uma investigação científica e com bases empíricas de fenômenos antes considerados metafísicos e fora do alcance da ciência.
  • O que é o NEPER – Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo?
    • AMA – É um grupo de estudos interdisciplinar das relações entre religiosidade saúde. É composto por psiquiatras, neurologistas, historiadores, psicólogos, antropólogos, filósofos. Não está vinculado a nenhuma religião, se prende apenas à rigorosa investigação científica nesta área.
  • Que mensagem gostaria de deixar aos médicos europeus?

CONCLUSÃO E NOTA DO BLOG
A mediunidade é um fenômeno espiritual que ocorre com muito mais freqüência do que imaginamos. Como disse uma vez Francisco Cândido Xavier, o maior médium brasileiro e um dos maiores do mundo até hoje, estamos rodeados de espíritos. Por existirem em planos mais sutis, imponderáveis para a física mecânica, com leis ainda desconhecidas pela ciência, alguns céticos não acreditam em sua existência e por isso, tem dificuldade em perceber suas influências. Potencialmente, todos somos médiuns, independente de nossa crença pessoal, pois a mediunidade é algo inerente ao espírito (lembre-se de que somos um espírito, apenas estamos temporáriamente encarnados). Porém, as pessoas não possuem a mediunidade no mesmo grau. Alguns a possuem em estado bastante aflorado, de forma ostensiva; são pessoas muito sensíveis. Outras, a possuem apenas em estado latente e recebem do plano espiritual apenas uma vaga impressão. Costumamos chamar de médiuns ,aqueles que possuem esta faculdade de maneira  ostensiva, portanto, deste ponto de vista, poucos podem ser considerados médiuns. Mediunidade não significa, necessáriamente, que a pessoa que a possua seja um espírito evoluído. Existem aqueles que são bastante sensíveis, mediúnicamente, por viverem em um clima interior mais elevado, mais desapegado da matéria. É uma conquista do espírito. Mas a grande maioria dos médiuns recebe uma preparação em seu corpo espiritual (perispírito ou corpo astral) antes de reencarnar, para estarem em condições de exercer a mediunidade. É uma oportunidade de evolução e de repararem os equívocos cometidos em outras encarnações através da caridade, do auxílio ao próximo. Podemos receber as sugestões dos nossos benfeitores espirituais (que tem vários nomes em outra crenças) nos momentos que necessitarmos. Basta que elevemos nossos corações em prece e amor para que a Paz esteja entre nós. Mediunidade é equilibrio e responsabilidade.
EQUIPE DA LUZ É INVENCÍVEL
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ALGUNS LIVROS SOBRE MEDIUNIDADE


Bibliografia para consulta
 Evolução em dois mundos
André Luiz
Acervo da Doutrina Espírita -Blog A Luz é Invencível
Missionários da Luz
André Luiz
Terra-Jardim de Experiências-
Rodrigo Romo
 Desenvolvimento Mediúnico
Edgard Armond
O Transe Mediúnico
Odilon Fernandes
Mediunidade e Evolução
Martins Peralva
Mediunidade e Sintonia-Pelo espírito de Emmanuel
Francisco Cândido Xavier
Mediunidade-desafios e Bençãos
Divaldo Franco
Divulgação: A Luz é Invencível