Pesquisar este blog

Follow by Email

LINK...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

IEMANJÁ:




Comemorada em 02 de fevereiro e 31 de dezembro

Iemanjá, é um orixá africano, cujo nome deriva da expressão Iorubá “Yèyé omo ejá” “Mãe cujos filhos são peixes” comemorada em 31 de dezembro e 02 de fevereiro.

Iemanjá é a deusa da nação de Egbé, nação esta Iorubá onde existe o rio Yemojá (Yemanjá). No Brasil, rainha das águas e mares.

Orixá muito respeitada e cultuada é tida como mãe de quase todos os Orixás por isso a ela também pertence a fecundidade. É protetora dos pescadores e jangadeiros.

Iemanjá é força da natureza que tem papel muito importante em nossas vidas, pois é ela que rege nossos lares, nossas casas. É ela que dá o sentido da família às pessoas que vivem debaixo de um mesmo teto.

Ela é a geradora do sentimento de amor ao seu ente querido, que vai dar sentido e personalidade ao grupo formado por pai, mãe e filhos tornando-os coesos.

Rege as uniões, os aniversários, as festas de casamento, todas as comemorações familiares. É o sentido da união por laços consangüíneos ou não.

Apesar dos preceitos tradicionais relacionarem tanto Oxum como Iemanjá à função da maternidade, pode estabelecer-se uma boa distinção entre esse conceitos.


Saudações a “Rainha do Mar”

As duas orixás não rivalizam (Iemanjá praticamente não rivaliza com ninguém, enquanto Oxum é famosa por suas pendências amorosas que a colocaram contra Iansã e Obá). Cada uma domina a maternidade num momento diferente.

A majestade dos mares, senhora dos oceanos, sereia sagrada, Iemanjá é a rainha das águas salgadas, regente absoluta dos lares, protetora da família. Chamada também de Deusa das Pérolas, é aquela que apara a cabeça dos bebês no momento de nascimento.
Características dos filhos de Iemanjá

Pelo fato de Iemanjá ser a Criação, sua filha normalmente tem um tipo muito maternal. Aquela que transmite a todos a bondade, confiança, grande conselheira. É mãe.

Sempre tem os braços abertos para acolher junto de si todos aqueles que a procuram. A porta de sua casa sempre está aberta para todos, e gosta de tutelar pessoas. Tipo a grande mãe. Aquela mulher amorosa que sempre junta os filhos dos outros com os seus.

O homem filho de Iemanjá carrega o mesmo temperamento: é o protetor. Cuida de seus tutelados com muito amor. Geralmente é calmo e tranqüilo, exceto quando sente-se ameaçado na perda de seus filhos, isto porque não divide isto com ninguém. É sempre discreto e de muito bom gosto. Veste-se com muito capricho. É franco e não admite a mentira. Normalmente fica zangado quando ofendido e o que tem como ajuntó o orixá Ogum, torna-se muito agressivo e radical.

Diferente é quando o ajuntó é Oxóssi, aí sim, é pessoa calma, tranqüila, e sempre reage com muita tolerância. O maior defeito do filho de Iemanjá é o ciúme. É extremamente ciumento com tudo que é seu, principalmente das coisas que estão sob sua guarda.

Gostam de viver num ambiente confortável e, mesmo quando pobres, pode-se notar uma certa sofisticação em suas casas, se comparadas com as demais da comunidade de que fazem parte. Apreciam o luxo, as jóias caras e os tecidos vistosos e bons perfumes. Entretanto, não possuem a mesma vaidade coquete de Oxum, sempre apresentando uma idade maior, mais responsáveis e decididos do que os filhos da Oxum.

A força e a determinação fazem parte de suas características básicas, assim como o sentido de amizade, sempre cercada de algum formalismo. Apesar do gosto pelo luxo, não são pessoas ambiciosas nem obcecadas pela própria carreira, detendo-se mais no dia a dia, sem grandes planos para atividades a longo prazo. Pela importância que dá a retidão e à hierarquia, Iemanjá não tolera mentira e a traição. Assim sendo, seus filhos demoram a confiar em alguém, e quando finalmente passam a aceitar uma pessoa no seu verdadeiro círculo de amigos, deixam de ter restrições, aceitando-a completamente e defendendo-a, seja nos erros como nos acertos, tendo grande capacidade de perdoar as pequenas falhas humanas.

Não esquecem uma ofensa ou traição, sendo raramente esta mágoa esquecida. Um filho de Iemanjá pode tornar-se rancoroso, remoendo questões antigas por anos e anos sem esquecê-las jamais. Fisicamente, existe uma tendência para a formação de uma figura cheia de corpo, um olhar calmo, dotada de irresistível fascínio (o canto da sereia). Enquanto os filhos de Oxum são diplomatas e sinuosos, os de Iemanjá se mostram mais diretos. São capazes de fazer chantagens emocionais, mas nunca diabólicas. A força e a determinação fazem parte de seus caracteres básicos, assim como o sentido da amizade e do companheirismo.

São pessoas que não gostam de viver sozinhas, sentem falta da tribo, inconsciente ancestral, e costumam, por isso casar ou associar-se cedo. Não apreciam as viagens, detestam os hotéis, preferindo casas onde rapidamente possam repetir os mecanismos e os quase ritos que fazem do cotidiano.

Todos esses dados nos apresentam uma figura um pouco rígida, refratária a mudanças, apreciadora do cotidiano. Ao mesmo tempo, indicam alguém doce, carinhoso, sentimentalmente envolvente e com grande capacidade de empatia com os problemas e sentimentos dos outros. Mas nem tudo são qualidades em Iemanjá, como em nenhum orixá. Seu caráter pode levar o filho desse orixá a ter uma tendência a tentar concertar a vida dos que o cercam – o destino de todos estariam sob sua responsabilidade. Gostam de testar as pessoas.
Ponto de Iemanjá
Culto a Iemanjá
Dia da semana: sábado
Fio de conta: transparente de cristal branco
Ponto de domínio na natureza: mar
Flores: rosas brancas, palmas brancas, angélicas, orquídeas
Pedras: pérola, água marinha
Metal: prata
Animais: peixes, cabra branca, pata ou galinha branca
Incompatibilidades: poeira, sapo
Sincretismo religioso


Iemanjá é sincretisada com Nossa Senhora dos Navegantes e homenageada em 02 de fevereiro.

Para Iemanjá foi reservado o lugar de Nossa Senhora, sendo assimilado em parte por muitos ramos da Umbanda. Cultuada especialmente também como Nossa Senhora dos Navegantes.

Oração a Iemanjá: Oh! Doce e querida mamãe Iemanjá.

Vós permitistes que no seio de vossa morada se formassem as primitivas formas de vida, que formam o berço de toda a criação, de toda a natureza, e de toda a humanidade, aceitai nossas preces de reconhecimento e amor.

Oh! Visão divina e celestial.

Que os lampejos que emanam de vosso diáfano manto de estrelas venham, como benéficas vibrações espirituais, aliviar os nossos males, curar aos doentes, apaziguar os nossos irmãos irados, consolar os corações aflitos.

Que as flores e oferendas que depositamos em vosso tapete sagrado, sejam por vós aceitas e quando entrarmos nas águas para vos ofertá-las sejam as ondas do mar portadoras de vossos fluidos divinos.

Fazei, Senhora rainha das águas, com que a espuma das ondas em sua alvura imaculada traga-nos a presença de Oxalá, limpe os nossos corações de todas as maldades e mal querências.

Que os nossos corpos, tocados por vossas águas sagradas, libertem-se em cada onda que passa, de todos os males matérias e espirituais.

Que a primeira onda a nos tocar afaste de nossas mentes todos os eventuais desejos de vingança.

Que a segunda onda lave nossos corações e nosso espírito, para que não atinjam as infâmias e mal querência de nossos desafetos.

Que a terceira onda afaste a vaidade de nossos corações.

Que a quarta onda lave nosso corpo de todos os males e doenças físicas para que, sadios, possamos prosseguir.

Que a quinta onda afaste de nossa mente a ganância e a cobiça.

Que a sexta onda venha carregada de flores e que nosso maior desejo seja o de cultivar o amor fraternal que deve existir entre todos os homens.

E que ao passar a sétima onda, nós, puros e limpos de mente, corpo e alma, possamos ver, ainda que apenas por alguns segundos o esplendor de vossa radiosa imagem.

É o que humildemente vos suplicam os filhos de Umbanda.Oração de: Ronaldo A. Linares no site Povo de Aruanda
Comemorações e trabalhos espirituais especiais para Iemanjá


Participe das homenagens a Iemanjá

Comemoração de Fim de Ano – 31 de dezembro – Participar das oferendas especiais do final de ano ajuda você a abrir os caminhos econômicos para o ano que inicia, trazendo mais prosperidade financeira, saúde, além de paz nos relacionamentos sociais e amorosos.

Com a entrega do “Barco de Iemanjá” no dia 31 de dezembro (reveillon) todos os devotos da umbanda podem garantir um ano novo cheio de axé e boas energias para que tudo se realize conforme seus sonhos. Participe clicando aqui!

Comemoração do Dia de Iemanjá – 02 de fevereiro – Dia ideal para os filhos de Iemanjá prestarem homenagens fazendo oferendas a deusa e garantirem as bençãos do seu orixá. Entrega do “Barco de Iemanjá” especial para os filhos da orixá. Para participar da oferenda ou garantir qualquer trabalho espiritual para Iemanjá neste dia entrar em contato com antecedência.

AFLORAMENTO DA MEDIUNIDADE:





1. - Qual a procedência, a origem da Mediunidade?
No complexo mecanismo da consciência humana, a paranormalidade desabrocha, alargando horizontes da percepção em torno das realidade profundas do ser e da vida.
A mediunidade, que vige latente no organismo humano, aprimora-se com o contributo da consciência de responsabilidade e mediante a atenção que o exercício da sua função bem direcionada lhe conceda.
Faculdade da consciência superior ou Espírito imortal, reveste-se dos órgãos físicos que lhe exteriorizam os fenômenos no mundo das manifestações concretas.
(Momentos de Consciência, Cap. 19, Joanna de Ângelis/Divaldo P. Franco - LEAL)
2. - O afloramento da mediunidade tem época para acontecer?
Espontânea, surge em qualquer idade, posição social, denominação religiosa ou cepticismo no qual se encontre o individuo.
Normalmente chama a atenção pelos fenômenos insólitos de que se faz portadora, produzindo efeitos físicos e intelectuais, bem como manifestações na área visual e auditiva, apresentando-se com gama variada conforme as diversas expressões intelectuais, materiais e subjetivas que se exteriorizam no dia-a-dia de todos os seres humanos.
(Médiuns e Mediunidades, Cap. 7, Vianna de Carvalho/Divaldo P. Franco - LEAL)
3. - De que modo a faculdade se manifesta?
Explodindo com relativa violência em determinados indivíduos, graças a cuja manifestação surgem perturbações de vária ordem, noutros aparece sutilmente, favorecendo a penetração em mais amplas faixas vibratórias, aquelas de onde se procede antes do corpo e para cujo círculo se retorna depois do desgaste carnal.
(Momentos de Consciência, Cap. 19, Joanna de Ângelis/Divaldo P. Franco - LEAL)
4. - Que outras características podem ser identificadas no afloramento mediúnico?
A princípio, surge como sensações estranhas de presenças psíquicas ou físicas algo perturbadoras, gerando medo ou ansiedade, inquietação ou incerteza.
Em alguns momentos, turba-se a lucidez, para, noutros, abrirem-se brechas luminosas na mente, apercebendo-se de um outro tipo mais sutil de realidade.
(Momentos de Consciência, Cap. 19, Joanna de Ângelis/Divaldo P. Franco - LEAL)
5. - Como deve proceder o médium nessa fase de registros de presença de seres desencarnados?
Silencia a inquietação e penetra-te através da meditação.
Ora, de início, e ausculta a consciência.
Procura desdobrar a percepção psíquica sem qualquer receio e ouvirás palavras acalentadoras, e verás pessoas queridas acercando-se de ti.
(Momentos de Consciência, Cap. 19, Joanna de Ângelis/Divaldo P Franco - LEAL)
6. - Os sintomas desagradáveis que acompanham o desabrochar da mediunidade são gerados pela faculdade?
Às vezes, quando do aparecimento da mediunidade, surgem distúrbios vários, sejam na área orgânica, através de desequilíbrios e doenças, ou mediante inquietações emocionais e psiquiátricas, por debilidade da sua constituição fisiopsicológica.
Não é a mediunidade que gera o distúrbio no organismo, mas a ação fluídica dos Espíritos que favorece a distonia ou não, de acordo com a qualidade de que esta se reveste.
Por outro lado, quando a ação espiritual é salutar, uma aura de paz e de bem-estar envolve o medianeiro, auxiliando-o na preservação das forças que o nutrem e sustentam durante a existência física.
A mediunidade, em si mesma, não é boa nem é má, antes, apresenta-se em caráter de neutralidade, ensejando ao homem utilizá-la conforme lhe aprouver, desse uso derivando os resultados que acompanharão o medianeiro até o momento final da sua etapa evolutiva no corpo.
(Médiuns e Mediunidades, Cap. 7, Vianna de Carvalho/Divaldo P. Franco - LEAL)
7. - Por que motivos o afloramento da mediunidade surge, em grande número dos casos, sob ações obsessivas?
Como se pode avaliar, o período inicial de educação mediúnica sempre se dá sob ações tormentosas. O médium é Espírito endividado, em si mesmo, com vasta cópia de compromissos a resgatar, quanto a desdobrar, trazendo matrizes que facultam o acoplamento de mentes perniciosas do Além-Túmulo, que o impelem ao trabalho de auto burilamento, quanto ao exercício da caridade, da paciência e do amor para com os mesmos. Além disso, em considerando os seus débitos, vincula-se aos cobradores que o não querem perder de vista, sitiando-lhe a casa mental, afligindo-o com o recurso de um campo precioso e vasto, qual é a percepção mediúnica, tentando impedir-lhe o crescimento espiritual, mediante o qual lograria libertar-se do jugo infeliz. Criam armadilhas, situações difíceis, predispõem mal aquele que vivem em diferente faixa vibratória, peculiar, diversa aos que não possuem disposição medianímicas.
É um calvário abençoado, a fase inicial do exercício e desdobramento da mediunidade. Outrossim, este é o meio de ampliar, desenvolver o treinamento do sensitivo, que aprende a discernir o tom psíquico dos que o acompanham, em espírito, tomando conhecimento das "leis dos fluídos" e amando-se de resistência para combater as "más inclinações" que são os ímãs a atrair os que se encontram em estado de Erraticidade inferior.
(Nas Fronteiras da Loucura, Cap. 23, Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo P. Franco - FEB)
Livro: Qualidade na prática Mediúnica - perg. 1 a 7
Projeto Manoel Philomeno de Miranda