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sábado, 8 de outubro de 2011

CIENTISTAS REGISTRAM PRIMEIRO BURACO DE OZÔNIO DO ÁRTICO:

Cientistas registram primeiro buraco de ozônio do Ártico




No início deste ano, a alta atmosfera sobre o Ártico perdeu uma quantidade sem precedentes de ozônio, tanto que as condições ecoaram o buraco de ozônio anual do lado oposto do planeta, na Antártida.
“Pela primeira vez, a perda ocorrida foi suficiente para ser razoavelmente descrita como um buraco de ozônio Ártico”, disseram os pesquisadores.
Na superfície da Terra, o ozônio é um poluente, mas na estratosfera forma uma camada protetora que reflete a radiação ultravioleta de volta ao espaço. Os raios ultravioleta podem danificar nosso DNA e levar ao câncer de pele e outros problemas.
Algum grau de perda de ozônio sobre o Ártico, e a formação do buraco de ozônio da Antártida, são eventos anuais durante os invernos respectivos dos polos.
Esses eventos são movidos por uma combinação de temperaturas frias e uma persistente destruição do ozônio.
As reações químicas que convertem químicos menos reativos em destruidores de ozônio ocorrem dentro do que é conhecido como vórtice polar, um padrão de circulação atmosférica criado pela rotação da Terra e temperaturas frias.
No inverno e na primavera passados, o vórtice polar ficou excepcionalmente forte, junto a um período excepcionalmente longo e frio.
O vórtice deste ano foi recorde: persistiu ao longo do Ártico a partir de dezembro até ao final de março, e as temperaturas frias estenderam-se a uma altitude extremamente baixa.
Em altitudes de cerca de 18 a 20 quilômetros, mais de 80% do ozônio presente em janeiro havia sido destruído quimicamente até o final de março.
A mesma dinâmica cria o buraco de ozônio sobre a Antártida. Mas acima do Polo Sul, o ozônio é completamente removido da baixa estratosfera todo ano.
Acima do Polo Norte, no entanto, a perda de ozônio é altamente variável e, até agora, tinha sido muito mais limitada.
Os países concordaram em acabar com a produção das substâncias em última instância responsáveis pela destruição do ozônio em 1987, com o Protocolo de Montreal. No entanto, esses poluentes, incluindo os clorofluorcarbonos, ainda permanecem na atmosfera.
Os cientistas acreditam que a perda de ozônio deve melhorar nas próximas décadas, conforme os níveis atmosféricos destes produtos químicos diminuem.
O aquecimento global está implicado na perda de ozônio no Ártico porque os gases de efeito estufa “prendem” a energia mais abaixo, aquecendo a atmosfera mais perto do chão, mas resfriando a estratosfera, criando as condições propícias para a formação das substâncias químicas reativas que quebram as três moléculas de oxigênio do ozônio.[LiveScience]

CONSTATATO PRIMEIRO BURACO NA CAMADA DE OZÔNIO DO ÁRTICO:

Cientistas registram primeiro buraco de ozônio do Ártico




No início deste ano, a alta atmosfera sobre o Ártico perdeu uma quantidade sem precedentes de ozônio, tanto que as condições ecoaram o buraco de ozônio anual do lado oposto do planeta, na Antártida.
“Pela primeira vez, a perda ocorrida foi suficiente para ser razoavelmente descrita como um buraco de ozônio Ártico”, disseram os pesquisadores.
Na superfície da Terra, o ozônio é um poluente, mas na estratosfera forma uma camada protetora que reflete a radiação ultravioleta de volta ao espaço. Os raios ultravioleta podem danificar nosso DNA e levar ao câncer de pele e outros problemas.
Algum grau de perda de ozônio sobre o Ártico, e a formação do buraco de ozônio da Antártida, são eventos anuais durante os invernos respectivos dos polos.
Esses eventos são movidos por uma combinação de temperaturas frias e uma persistente destruição do ozônio.
As reações químicas que convertem químicos menos reativos em destruidores de ozônio ocorrem dentro do que é conhecido como vórtice polar, um padrão de circulação atmosférica criado pela rotação da Terra e temperaturas frias.
No inverno e na primavera passados, o vórtice polar ficou excepcionalmente forte, junto a um período excepcionalmente longo e frio.
O vórtice deste ano foi recorde: persistiu ao longo do Ártico a partir de dezembro até ao final de março, e as temperaturas frias estenderam-se a uma altitude extremamente baixa.
Em altitudes de cerca de 18 a 20 quilômetros, mais de 80% do ozônio presente em janeiro havia sido destruído quimicamente até o final de março.
A mesma dinâmica cria o buraco de ozônio sobre a Antártida. Mas acima do Polo Sul, o ozônio é completamente removido da baixa estratosfera todo ano.
Acima do Polo Norte, no entanto, a perda de ozônio é altamente variável e, até agora, tinha sido muito mais limitada.
Os países concordaram em acabar com a produção das substâncias em última instância responsáveis pela destruição do ozônio em 1987, com o Protocolo de Montreal. No entanto, esses poluentes, incluindo os clorofluorcarbonos, ainda permanecem na atmosfera.
Os cientistas acreditam que a perda de ozônio deve melhorar nas próximas décadas, conforme os níveis atmosféricos destes produtos químicos diminuem.
O aquecimento global está implicado na perda de ozônio no Ártico porque os gases de efeito estufa “prendem” a energia mais abaixo, aquecendo a atmosfera mais perto do chão, mas resfriando a estratosfera, criando as condições propícias para a formação das substâncias químicas reativas que quebram as três moléculas de oxigênio do ozônio.[LiveScience]

REVOLUÇÃO ROBÓTICA SERÁ TÃO IMPORTANTE QUANTO INFORMÁTICA...

Revolução robótica será tão importante quanto informática, dizem especialistas


Especialistas acreditam que estamos prestes a testemunhar o início de uma revolução robótica que será tão marcante como a foi a informática a partir dos anos 1980.
De funções domésticas a educacionais, incluindo o cuidado de idosos, pesquisadores dizem acreditar que em breve robôs devem ser comuns em residências e locais de trabalho.
Eles vêm desenvolvendo novas leis para regular o comportamento dos robôs e pensando em novas formas de interação entre humanos e máquinas.
"Acredito que a tecnologia robótica vai transformar quem somos, do mesmo modo que os óculos e o fogo fizeram antes", afirma Rodney Brookes, ex-diretor do Departamento de Ciência da Computação e Laboratório de Inteligência Artificial do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e atualmente empresário do setor de robótica.
Idosos
Já são comercializados robôs que desempenham tarefas domésticas como passar aspirador de pó no chão.
No Japão, protótipos ajudam idosos a se levantar de suas camas ou após quedas, além de lembrar horários de remédios e ajudá-los a lavar os cabelos.
"Idosos não gostam de usar computadores, mas podem falar com um robô" diz Hiroshi Ishiguro, diretor do Laboratório de Inteligência Robótica da Universidade de Osaka.
A equipe liderada por Maja Mataric, da Universidade do Sul da Califórnia, vem desenvolvendo robôs para atuação com idosos e pacientes que sofreram derrames.
"A questão é: quem vai cuidar de todo mundo? Embora a melhor forma de atenção dada a uma pessoa venha de outra pessoa, simplesmente não vai existir gente o suficiente. É aí que a tecnologia robótica pode fazer a diferença", afirma ela.
Leis
Antes de as pessoas abrirem suas casas para robôs, elas vão ter que gostar e, principalmente, confiar neles. Há grupos se dedicando a facilitar a comunicação entre humanos e robôs.
Estudos mostraram que crianças autistas, que frequentemente têm dificuldades de comunicação, podem interagir com mais facilidade com robôs do que com outras pessoas.
Especialistas britânicos esboçaram princípios éticos para a fabricação de robôs, resumidos da seguinte forma:
1 – Robôs não podem ser projetados com o objetivo primário de matar ou ferir humanos.
2 – Os humanos e não os robôs são agentes responsáveis. Robôs são ferramentas projetadas para cumprir metas traçadas por humanos.
3 – Os robôs devem ser projetados de modo a garantir uma operação segura.
4 – Eles são artefatos. Não devem ser projetados para explorar usuários vulneráveis ao evocar respostas emocionais ou dependência. Deve ser sempre possível diferenciar um robô de um humano.
5 – Deve ser sempre possível identificar o responsável legal por um robô.
O professor Alan Winfield da Universidade do Oeste da Inglaterra (University of the West of England) diz que este código representa apenas algumas ideias, mas estas devem ser debatidas antes da chamada “revolução robótica”.
Fonte: BBC