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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

OS ORIXÁS....

EXÚ - (vestimenta de gala - brasil)

EXÚ - (vestimenta de gala - brasil)
Primeiro Orixá no Candmblé. Senhor das encruzilhadas. Fertilizador do homem, vem a terra como mensageiros dos orixás.

OGUN (imagem do Ilê Ifé - Nigéria)

OGUN (imagem do Ilê Ifé - Nigéria)
Divindade masculina dos yorubás. Representa a guerra, a siderurgia e todos aqueles que trabalham em extração de minério de ferro.

OXOSSE (o caçador)

OXOSSE (o caçador)
Oxossi é o protetor das caças e dos animais, seus filhos são geralmente esguios, ágeis e sorateiros. Seus elementos é o Arco e Flexa, simbolisado o "Ofá".

OSSÃE (orixá das folhas)

OSSÃE (orixá das folhas)
Diz-se dentros do cultos afro, que nada se pode fazer sem as folhas de Ossãe,o ato de colheita das folhas depende de um grade ritual, até para entrar nas matas! que é o seu domínio.

OMULÚ e/ou OBALUAIÊ (senhor das Bexigas)

OBALUAIÊ (senhor das Bexigas)
Obaluaiê, Omolú, Chaponã etc. São nomes dados ao Senhor dos Cemitérios

OXUM (a deusa dos rios)

OXUM (a deusa dos rios)
Oxum é a mãe da água doce. Orixá feminino que atua sobre o baixo ventre do corpo humano. É também a senhora do ouro, da meiguice. Suas qualidades são comparadas aos rios calmos e encachoeirados.

IEMANJÁ (a deusa do mar)

IEMANJÁ (a deusa do mar)
Iemanjá: é igual a Iyê - mon - ejá (a mãe cujo os filhos são peixes). No Brasil ela é cultuada em duas datas específicas; no dia 31 de dezembro se comemora em conjunto com o povo umbandista, no dia 2 de fevereiro com várias nações de candomblé.

OXALÁ (sua forma jovem-Oxaguiã)

OXALÁ (sua forma jovem-Oxaguiã)
Oxaguiã na Nigéria, é o protetor das colheitas de inhame, alimento muito cultivado em Ilê Ifé, capital da Nigeria

LOGUN-EDÉ (o principe encantado)

LOGUN-EDÉ (o principe encantado)
Diz-se que existe duas qualidades de Logun, Logun-odé(o filho de oxun e oxosse) logun-edé, o ogun que entrou aclamado na cidade de edé. histórias contadoas por Pierre Fatumbi Vergê - livro: "Orixás"

XANGÔ (o orixá da justiça)

XANGÔ (o orixá da justiça)
Seus elementos principais são as pedras de raios, usa um machado de dois cortes para defender a justiça onde ela é ferida. Na sua cidade foi rei, de muitas aventuras amorosa!

OBÁ ( Orixá guerreira)

OBÁ ( Orixá guerreira)
Segundo a lenda, Obá perdeu uma das orelhas por amor a Xangô. Foi ludibriada pela artimanhas da Oxum. No panteão africano, divide as guerras dos raios com Oyá.

INHANSÃ (a deusa dos raios)

INHANSÃ (a deusa dos raios)
Nas grandes tempestades, é o orixá que iremos pedir o abrandamento dos ventos e das tempestades. Foi a amante mais cobiçada de Xangô, pela qual lutou até a morte!!!

OXUMARÊ (a dualidade de vida)

OXUMARÊ (a dualidade de vida)
É um orixá masculino, ele representa o "Arco Iris". Os filhos deste orixá são persistentes, não medindo esforços para atingirem seus objetivos. No ciclo "Vida e Morte", ele também está presente. O seu simbolo mais forte é o da cobra mordendo a própria cauda.

NANÃ (a divindade ligada a morte)

NANÃ (a divindade ligada a morte)
Diz-se a história da África, contada por Pierre Fatumbi Vergê, que Nanã é um orixá que só incopora em épocas festivas em cabeça de mulheres, não tomando o homem como seus filhos.

EWÁ (divide os rios com oxun)

EWÁ (divide os rios com oxun)
Segundo alguns zeladores de orixás, este é o orixá da loucura. Seus filhos são tempestivos e ao mesmo tempo, dócil, muito pouco cultuado Brasil.

IROKO (a gameleira branca)

IROKO (a gameleira branca)
Esta árvore que representa o orixá Iroko só é cultuada em nações ala-ketú. Êste orixá não toma a cabeça do ser humano, ele é simplesmente plantado e acentado dentro ou nos arredores do candomblé.

TEMPO (determinante na angola)

TEMPO (determinante na angola)
Existem várias nações que cultua este orixá, principalmente a nação de angola, onde ele é preparado e acentado do lado de fora da casa de cultos

IBEJI (a dualidade gêmeas)

IBEJI (a dualidade gêmeas)
Muitas nações de candomblé, preparam estes dois orixás em duas cabeças gêmeas. O primeiro a ser feto em duplicidade foi em São Luiz do Maranhão em 1947, na casa de Biron de oxosse.

OXALÁ ( Oxalufan, o Oxalá velho)

OXALÁ ( Oxalufan, o Oxalá velho)
Êste orixá é muito considerado em todas as facções do candomblé. Respeitado e adorado por qualquer membro de casas de cultos de origem africana, não importando orixá da cabeça de cada um.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

NANÂ BURUQUÊ OU NANÃ BURUKÚ:






NANÃ, a deusa dos mistérios, é uma divindade de origem simultânea à criação do mundo, pois quando Odudua separou a água parada, que já existia, e liberou do “saco da criação” a terra, no ponto de contacto desses dois elementos formou-se a lama dos pântanos, local onde se encontram os maiores fundamentos de NANÃ.

Senhora de muitos búzios, NANÃ sintetiza em si morte, fecundidade e riqueza. O seu nome designa pessoas idosas e respeitáveis e, para os povos Jeje, da região do antigo Daomé, significa “mãe”. Nessa região, onde hoje se encontra a República do Benin, NANÃ é muitas vezes considerada a divindade suprema e talvez por essa razão seja frequentemente descrita como um orixá masculino.

Sendo a mais antiga das divindades das águas, ela representa a memória ancestral do nosso povo: é a mãe antiga (Iyá Agbà) por excelência. É mãe dos orixás IROKO, OBALUAIÊ e OXUMARÉ, mas por ser a deusa mais velha do candomblé é respeitada como mãe por todos os outros orixás.

A vida está cercada de mistérios que ao longo da História atormentam o ser humano. Porém, quando ainda na Pré-História, o homem se viu diante do mistério da morte, em seu âmago irrompeu um sentimento ambíguo. Os mitos aliviavam essa dor e a razão apontava para aquilo que era certo no seu destino.

A morte faz surgir no homem os primeiros sentimentos religiosos, e nesse momento NANÃ faz-se compreender, pois nos primórdios da História os mortos eram enterrados em posição fetal, remetendo a uma ideia de nascimento ou renascimento. O homem primitivo entendeu que a morte e a vida caminham juntas, entendeu os mistérios de NANÃ.

NANÃ é o princípio, o meio e o fim; o nascimento, a vida e a morte.

Ela é a origem e o poder. Entender NANÃ é entender o destino, a vida e a trajectória do homem sobre a terra, pois NANÃ é a História. NANÃ é água parada, água da vida e da morte.

NANÃ é o começo porque NANÃ é o barro e o barro é a vida. NANÃ é a dona do axé por ser o orixá que dá a vida e a sobrevivência, a senhora dos ibás que permite o nascimento dos deuses e dos homens.

NANÃ pode ser a lembrança angustiante da morte na vida do ser humano, mas apenas para aqueles que encaram esse final como algo negativo, como um fardo extremamente pesado que todo o ser carrega desde o seu nascimento. Na verdade, apenas as pessoas que têm o coração repleto de maldade e dedicam a vida a prejudicar o próximo se preocupam com isso. Aqueles que praticam boas acções vivem preocupados com o seu próprio bem, com a sua elevação espiritual e desejam ao próximo o mesmo que para si, só esperam da vida dias cada vez melhores e têm a morte como algo natural e inevitável. A sua certeza é a imortalidade da sua essência.

NANÃ, "a mãe maior", é a luz que nos guia, o nosso quotidiano. Conhecer a própria vida e o próprio destino é conhecer NANÃ, pois os fundamentos dos orixás e do Candomblé estão ligados à vida. A nossa vida é o nosso orixá.


É na morte, condição para o renascimento e para a fecundidade, que se encontram os mistérios de NANÃ. Respeitada e temida, NANÃ, deusa das chuvas, da lama, da terra, juíza que castiga os homens faltosos, é a morte na essência da vida.

CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE NANÃ BURUKÚ:


Os filhos de NANÃ são pessoas extremamente calmas, tão lentas no cumprimento das suas tarefas que chegam a irritar. Agem com benevolência, dignidade e gentileza. As pessoas de NANÃ parecem ter a eternidade à sua frente para acabar os seus afazeres; gostam de crianças e educam-nas com excesso de doçura e mansidão, assim como as avós. São pessoas que no modo de agir e até fisicamente aparentam mais idade.

Podem apresentar precocemente problemas de idade, como tendência a viver no passado, de recordações, apresentar infecções reumáticas e problemas nas articulações em geral.

As pessoas de NANÃ podem ser teimosas e “ranzinzas”, daquelas que guardam por longo tempo um rancor ou adiam uma decisão. Porém agem com segurança e majestade. As suas reacções bem equilibradas e a pertinência das suas decisões mantêm-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça.

Embora se atribua a NANÃ um carácter implacável, os seus filhos têm grande capacidade de perdoar, principalmente as pessoas que amam. São pessoas bondosas, decididas, simpáticas, mas principalmente respeitáveis, um comportamento digno da Grande Deusa do Daomé.