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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

FILHOS DO VENTO:




Não desistam das suas ambições e sonhos! O coração e a mente de todos vocês por instantes param de funcionar frente as dificuldades. Saibam que nada do que ocorre no caminho de cada um de nós é por acaso e que esta estrada que se estende em nosso caminhar é feita de altos e baixos, mas que nunca, nenhum dos que trilham por ela estão sozinhos. Vocês se sentem sozinhos porque param de olhar para dentro e olham para fora. A alma cansa mais rápido que o corpo em procurar respostas. Aquietem suas almas. Parem por um instante este seu caminhar apressado e que não te leva a lugar algum, sente-se aqui do meu lado, embaixo de uma árvore frondosa, descanse a sua mente, o seu corpo e o seu coração. Aquiete-se e ouça o som de tudo o que está a sua volta e o que os ventos te trazem. Nós Ciganos somos filhos do vento e temos todas as forças da natureza como aliadas. Seja você  também um filho do vento e ouça o que ele te traz. Deixa que ele leve toda a inquietude de sua alma e te traga a renovação da brisa leve que restaura sua energia. Deixa que ele limpe seu suor e enxugue suas lágrimas, deixe que ele vente mais forte e sopre de vez, para longe todas as suas amarguras e suas tristezas. Que a luz da lua possa clarear este momento de descanso e reflexão, clareie suas mentes e seus passos e que só depois que você consiga dar lugar para este vento e esta lua em sua vida você prossiga com seu caminhar!

Canalizei isto enquanto me senti energizada pela Cigana e divido aqui com todos vocês!

MUITO OBRIGADA MINHA CIGANA!!

domingo, 18 de agosto de 2013

FILHOS DO VENTO....


Filhos do Vento

São saltimbancos, andarilhos das mil e uma noites Salpicadas de estrelas.
Desmentem a vida em seus corcéis alados,
E viajam transportados pelos sonhos em seus dorcéis.
Penetrando nas curvas do infinito,
disseminam sabedoria
Debulhadas nos mistérios que cercam seus menestréis. 
Os alongados silêncios, com o fascínio da magia, Envolvem os olhos alongados,
que alcançam o íntimo da alma
Dos viajantes, arquejantes, na imensidão,que principia
Nas tribos, nos espaços e entrelaços,
até ao canto de infinita calma.
Entregam-se aos primores do aparato em uma marcha sem rumo,
Percorrendo vales e montanhas com sonhos ofertados pelo mundo.
Transformando em abrigo os campos,
Com teto de céu constelado,
Seguem contentes e viris desafiando pragmáticos,
O que demonstra febril,
uma simples tenda nos matos.
Bravo povo corajoso!
De peito aberto ao malsã,
Defende com galhardia, a sua vida, seu clã.
Valentes cruzam com a morte,
sem espada e sem boréu
Fazendo de sua beleza as pompas de seu troféu.
Arde o fogo estilhaçando, e contornando o perfil
Do corpo que numa dança se entrega ao desafio
De vencer, de conquistar, de ao amor se entregar
Numa volúpia de intentos... exalam ao cantar
Melodias flamejantes em um delirante arquejar.
Solto assim, a bela Cigana,
acompanhando a miragem,
Enfeita com seus encantos a lúgubre paisagem.
Valorosos caminheiros que desafiando o tempo,
Ressurgem no ar primeiro,
como do amor o mais sedento:
Os intrépidos aventureiros;
filhos do sol e do vento...

(VIVIANE RIBEIRO)