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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

CIGANOS....


Ciganos


Teus olhos azuis encantam e enfeitiçam...
Acalmam e aquecem nosso coração.
Cigano altivo,que caminha com elegância
Espalhando em nossa estrada luz ,amor e esperança.
Cigano que me traz paz,minha tristeza desfaz.
Me devolve a alegria,me faz dançar,me contagia
e a falta de amor me faz esquecer.
Cigano que enche a todos de emoção,
com cada palavra,com cada carinho.
Tua presença é sentida mesmo com a distancia que pensamos que há.
Tua vinda é constante e teu amor sentido a cada instante
que ouvimos uma melodia tocar.
Cigano de passos fortes,
caminha conosco sempre a nos cuidar,prometeste jamais nos deixar.
Cigano,teu abraço é tesouro precioso,
presente valioso,o maior ouro que o Universo poderia nos dar.
Cigano,tu que é o Rei dos meus caminhos,
o meu doce e querido amigo,
que com teu amor quis me apadrinhar.
Cigano,meu querido de tanto tempo,
tantas vidas a me acompanhar.
Te peço,Cigano,que em meus sonhos sempre volte.
Que em meus pensamentos nunca falte,
Que do seu amor eu não venha a ter falta.
Me acompanhe,Cigano,
Do nascer ao pôr do sol,
na estrada de terra ou a beira mar.
Porque quem tem sua companhia é feliz noite e dia.
Vive sempre a sorrir e a bailar
e nunca tem medo de caminhar.
Te agradeço, Cigano!
Meus amados e amigos Ciganos da Luz Dourada!
Por ontem,por hoje,por amanhã e sempre.




Lachi Bar!

FONTE: TENDA DOS CIGANOS DO ORIENTE

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A VIDA, MENSAGEM DO GUARDIÃO DOS 7 PORTAIS, CIGANOS, POVO DAS MATAS E DAS ÁGUAS, TUDO JUNTO E MISTURADO!!!


O QUE É A VIDA? ALGUM DE VOCÊS PODEM ME EXPLICAR?
EU ESTOU AQUI A ESCUTAR... NÃO ME VENHAM COM FALSAS DEMAGOGIAS!!!
PORQUE A VIDA NÃO É UMA FANTASIA. A VIDA TRAZ JUNTO À ELA: O AMOR, A PAZ, A FELICIDADE E A PROSPERIDADE, MAS TAMBÉM PODE TRAZER A MALDADE.
A VIDA NÃO É UM BRINQUEDO, NEM UM JOGO QUE SE PODE USAR ARMAS DE FOGO PARA CEIFÁ-LA.
A VIDA É MUITO MAIS QUE ISSO!!! É O AMOR GRANDE E INFINITO ONDE NÓS SERES HUMANOS  E TERRESTRES DEVERIAM AGIR ANTES COM A RAZÃO E DEPOIS COM O CORAÇÃO, POIS O CORAÇÃO, ÁS VEZES FICA AMOLECIDO E SE TORNA ENEGRECIDO, MAS A RAZÃO É O PENSAMENTO QUE NOS LEVA  A AGIR DE UMA FORMA DE TRANSMISSÃO DA RAZÃO PARA O CORAÇÃO, PARA QUE POSSAMOS SEMPRE ANTES DE AGIR, PENSAR NAQUILO QUE NOS LEVA A FAZER ALGO.
SERÁ QUE CEIFAR VIDAS NOS TRAZ PRAZER? OU SERÁ QUE O AMOR É QUE SEMPRE DEVE VENCER?

GUARDIÃO DOS 7 PORTAIS

FALANGE GUARDIÃO, CIGANOS, POVO DAS MATAS E DAS ÁGUAS

E SE AR SIGNIFICA ALGUMA COISA PARA NÓS SERES TERRESTRES QUE VIVEM NESTE PLANETA, APRENDAM QUE A DESTRUIÇÃO NÃO LEVA A NADA,  MAS A CONSTRUÇÃO NOS LEVA A TUDO!!!!
ENTÃO RESPEITEM A NOSSA MAIOR  MÃE, QUE É A MÃE NATUREZA


MENSAGEM PSICOGRAFADA 


CIGANO KINGS FIDELIZ


MENSAGEM DE MEU FILHO, ATRAVÉS DO GUARDIÃO DOS 7 PORTAIS:


AS DOENÇAS DA MATÉRIA, MUITAS VEZES SÃO CAUSADAS POR ESPÍRITOS ENFRAQUECIDOS...
MAS NADA  QUE COM A FORÇA DA MENTE E O PENSAMENTO POSITIVO NÃO SEJAM CURADAS, TORNANDO ESTE ESPÍRITO FORTE, CAPAZ DE CURAR QUALQUER DOENÇA!!!

MICHEL, ATRAVÉS DA FALANGE DO GUARDIÃO DOS 7 PORTAIS


SOMENTE ESTENDENDO A MÃO AO NOSSO SEMELHANTE, É QUE PODEMOS SABER DE QUE LADO ESTAMOS!!!!
UMA MÃO ESTENDIDA, SIGNIFICA ESTAR AO LADO DO BEM!!!
UMA MÃO NOS BOLSOS, SIGNIFICA GANÂNCIA!!!
QUE ESTA MENSAGEM SIRVA PARA OS QUE  DIZEM SER ESPIRITUALIZADOS REFLETIREM SE VALE A PENA ESTENDER A MÃO OU ENCHEREM  OS SEUS BOLSOS DE OURO!!!

TODOS JUNTOS E MISTURADOS (ATRAVÉS DO GUARDIÃO DOS 7 PORTAIS)


domingo, 23 de setembro de 2012

CIGANOS, CIGANOS DO ORIENTE, POVO DO ORIENTE:



CIGANOS – TENTANDO DESMISTIFICAR



Posted by alexdeoxossi em novembro 26, 2007
http://povodearuanda.wordpress.com/2007/11/26/ciganos-tentando-desmistificar/

POVO  DO  ORIENTE: é uma Falange em grande ascensão dentro da Umbanda, chegando aos Terreiros na vibração de Xangô, normalmente conhecidos como mentores são Mestres de povos do oriente com grande desenvolvimento espiritual e conhecimento profundo de vários assuntos. São muito cultos e responsáveis, de poucas palavras e muito trabalho. Apresentam-se de forma humilde e simples, não necessitando de nenhum tipo de oferenda além da fé e da dedicação de seus aparelhos, além de exigirem o cumprimento de regras básicas para uma melhor interpenetração de energias com seus médiuns. Têm uma vibração extremamente sutil. E esperam que seus médiuns cumpram sua parte no que se refere ao preparo correto para trabalhar com suas energias. Trabalham mais pela irradiação do que pela incorporação propriamente dita.

CIGANOS DO ORIENTE: composta por aqueles que em encarnações anteriores tiveram grande conhecimento da espititualidade e de magia, a maioria encarnou entre o Povo Cigano e de tal povo preferiram guardar a imagem com a qual aparecem para nós. Em geral denominam-se Ciganos do Oriente, para situarem de onde vêm, pois viveram no antigo oriente médio ou no extremo oriente. São mais antigos, lembram-se de tempos mais remotos em que foram conhecedores do poder e da magia dos antigos templos.Não são tão sutis quanto o Povo do Oriente, mas também não são tão mundanos quanto os Ciganos (europeus, apenas para explicar). Levam tudo muito à sério, mas também são alegres, gostam de cantorias , bebem licores,vinho branco,chás de frutas, alguns fumam outros não, “Comem” (oferendas) comidas ciganas e muitas frutas e frutos da terra.Gostam muito de flores em suas oferendas e trabalham com cristais, cromoterapia, numerologia, astrologia,limpezas de aura, uso dos chacras, fluidoterapia, fluidificação de água com fins curativos, aromoterapia, tarot, e outros jogos e magias de seu conhecimento.Gostam muito de trabalhar com a cura física e com a doutrinação que cura espiritualmente.

CIGANOS: Povo nômade com grande conhecimento de magia , muito alegre, dançante, raça que tem conhecimento de muitos povos justamente por sua origem nômade e sua capacidade de num só tempo cultivar suas tradições e adaptar-se a novos lugares e costumes. Ao contrário dos Ciganos do Oriente, não passaram suas vidas no oriente, e sim em andanças pela Europa e alguns países do Oriente próximo , alguns poucos passaram pela Ásia, na altura da Índia, mas em geral vêm da Europa, e dos países da antiga cortina de ferro. Trabalham muito com magia do amor e de prosperidade. Bebem, fumam, e seu cardápio inclui as comidas ciganas tradicionais, frutos e frutas. Jogam cartas , lêem mãos São devotos de Santa Sara Kali, e de Nossa Senhora Aparecida. São católicos em sua maioria.

ESPÍRITOS CIGANOS: Estes são mais cultuados pelos Espiritualistas e pelo Povo Cigano (encarnado), onde segundo os Ciganos(encarnados) os espíritos não podem falar por não Ciganos, mas os nossos irmãos Espiritualistas discordam dessa afirmativa.
POMBAGIRAS CIGANAS/ EXÚ CIGANO: Não são , em geral ciganos de origem , tornam-se “ciganos” em função do seu modo de vida que levaram e/ou porque buscam o conhecimento da magia cigana para trabalharem, ou porque em algum tempo em suas vidas passadas conviveram com esse povo e dele adquiriram alguns hábitos, mas podemos encontrar entre estes ciganos, pois como em qualquer povo existe a necessidade de resgate de suas faltas. Podemos encontrar também entre a malandragem alguns espíritos de ex-ciganos que reencarnaram e se tornaram Malandros ( nem todos os Malandros se enquadram nesta afirmativa).
IMPORTANTE: Eu fiz uma adaptação de um texto da irmã Cristina Zecchinelli, que escreveu Sob irradiação e Orientação da Cigana da Estrada do Oriente, fiz a adaptação por não concordar com alguns fatos descritos no texto da nossa irmã.
O que temos que ter em mente é o respeito ao Povo Cigano(encarnado), pois estes foram perseguidos, em toda sua história desde os primórdios deste planeta, não temos direito de viver da cultura desse Povo, apenas vivemos o que nos é permitido, em nada contribui ao Médium de Umbanda e sua Mediunidade querer saber a vida de tal espírito, pois isso leva ao Médium a mistificação e isso não é bom a nenhum adepto de Umbanda, de nada adianta saber cor de roupa, perfume, isso ou aquilo, pois a história e apetrechos de trabalho quem irá dar é o Guia e não as histórias que lemos por aí e admito que a maioria das histórias contidas neste site é de cunho espiritualista e não Umbandistas, então as mesmas de nada adianta para a Umbanda. Respeitemos a cultura de um Povo e seu sofrimento, pois eles sim são o Povo Cigano e os Espíritos Ciganos seus ancestrais, nós somos apenas instrumentos de trabalho desses espíritos e não devemos dizer porque trabalhamos com espírito que se diz ter sido um cigano em vida, é que temos vínculos sanguíneos com esse Povo maravilhoso.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

CIGANOS:

Ciganos

O povo Roma muitas vezes referida como ciganos, são um grupo heterogêneo étnicos que vivem principalmente nas regiões Sul e Europa Oriental, Ásia Ocidental, América Latina, no sul dos Estados Unidos e no Oriente Médio. São acreditados para ter originado principalmente da região de Rajasthan da Índia. Eles começaram sua migração para a Europa e Norte da África, através do planalto iraniano cerca de 1.000 anos atrás. Tradicionalmente, a maioria Roma falou romani (ciganos), uma língua indo-ariana. Hoje, no entanto, a maioria dos Roma falam a língua dominante da sua região de residência.
A maioria dos ciganos se referem a si mesmos como Rom. Na linguagem Romani, Rom (homem) deriva do sânscrito dom (homem). grafias alternativas de "ciganos" para o povo e "Rromanes" para a linguagem, foram rejeitadas pelo último Congresso Mundial Romani, que definiu o universal alfabeto Romani.

O Inglês termo cigano (ou cigano), provém da palavra grega "Aigyptoi" na crença errônea de que a Roma se originou no Egito, e foi exilado como castigo por supostamente abrigar o menino Jesus. Este termo não é usado pelos ciganos para descrever a si mesmos, e é muitas vezes considerado pejorativo. No entanto, o uso de "cigano", em Inglês é agora tão difundida que muitas organizações Roma use o cigano palavra em seus próprios nomes.
Na América do Norte, o termo "cigano" é muitas vezes entendido como uma referência ao estilo de vida ou de moda, e não à etnia cigana. O termo gitano espanhol ea gitan termo francês pode ter a mesma origem.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O POVO CIGANO É O POVO DAS ESTRELAS...

CIGANO - Povos das Estrelas



O fato do Povo Cigano não ter, até os dias atuais, uma linguagem escrita, fica quase impossível definir sua verdadeira origem. Portanto, tudo o que se disser a respeito de sua origem está largamente baseado em conjecturas, similaridades ou suposições.

A hipótese mais aceita é que o Povo Cigano teve seu berço na civilização da Índia antiga, num tempo que também se supõe, como muito antigo, talvez dois ou três milênios antes de Cristo.
Compara-se o sânscrito, que era escrito e falado na Índia (um dos mais antigos idiomas do mundo), com o idioma falado pelos ciganos e encontraram um sem-número de palavras com o mesmo significado.
E assim, os Ciganos são chamados de "povos das estrelas" e dizem que apareceram há mais de 3.000 anos, ao Norte da Índia, na região de Gujaratna localizada margem direita do Rio Send e de onde foram expulsos por invasores árabes.

Outros pontos também colaboram para que esta hipótese seja reforçada, como a tez morena comum aos hindus e ciganos, o gosto por roupas vistosas e coloridas, e princípios religiosos como a crença na reencarnação e na existência de um Deus Pai e Absoluto.
E com respeito à suas crenças, tanto para os hindus como para os ciganos, a religiosidade é muito forte e norteia muito de seu comportamento, impondo normas e fundamentos importantes, que devem ser respeitados e obedecidos.

Depois de vagarem pelas Terras do Oriente, os ciganos invadiram o Ocidente e espalharam-se por todo o mundo. Essa invasão foi uma das únicas na história da humanidade que foi feita sem guerras, dor ou derramamento de sangue. O que não se sabe ainda é se esses eternos viajantes pertenciam a uma casta inferior dentro da hierarquia indiana (os parias) ou de uma casta aristocrática e militar, os orgulhosos (rajputs).
Independente de qual fosse seu status, a partir do êxodo pelo Oriente, os ciganos se dedicaram com exclusividade a atividades itinerantes: como ferreiros, domadores, criadores e vendedores de cavalo, saltimbancos, comerciantes de miudeza e o melhor de suas qualidades que era a arte divinatória.
Viajavam sempre em grandes carroças coloridas e criaram nomes poéticos para si mesmos.

No primeiro milênio d.C., deixaram o país e se dividiram em dois ramos: o Pechen que atingiu a Europa através da Grécia; e o Beni que chegou até a Síria, o Egito e a Palestina.
Existem vários clãs ciganos: o Kalê (da Península Ibérica); o Hoharano (da Turquia); o Matchuaiya (da Iugoslávia); o Moldovan (da Rússia) e o Kalderash (da Romênia).
São mais de 15 milhões de ciganos em diferentes pontos da Europa, Ásia, África, América, Austrália e Nova Zelândia.
Quase sempre os ciganos eram bem recebidos nos países onde chegavam. Os chefes das tribos apresentavam-se de forma pomposa, como príncipes, duques e condes (títulos, aliás inexistentes entre os ciganos).
Diziam-se peregrinos cristãos vindos do Egito e, assim obtinham licença das autoridades locais para se instalarem.
Ao contrário do que muitos pensam, o Povo Cigano é que foi perseguido, julgado e expulso ao longo do seu pacífico caminhar.
Na Moldávia e na Valáquia (atual Romênia), os ciganos foram escravizados durante trezentos anos; na Albânia e na Grécia pagavam impostos mais altos. Na Alemanha, crianças ciganas eram tiradas dos pais com a desculpa de que "iriam estudar", enquanto a Polônia, a Dinamarca e a Áustria puniam com severidade quem os acolhesse.
Nos países baixos inúmeros ciganos foram condenados à forca e seus filhos obrigados a assistir à execução dos pais para que assim aprendessem a "lição de moral".
Apenas no país de Gales eles tiveram espaço para manter parte das suas tradições e a língua.

Os ciganos chegados em Andaluzia no séc. XV vieram do norte da Índia, da região do Sind (atual Paquistão), fugindo das guerras e dos invasores estrangeiros (inclusive de Tamerian, descendente de Gengis Khan) eles encontraram facilidades e estabeleceram-se.
Mesmo assim, durante a inquisição católica, vários deles foram expulsos pelos tribunais do Santo Ofício. As tribos do Sind se mudaram para o Egito e depois para a Checoslováquia, Rússia, Hungria e Polônia, Balcãs e Itália, França e Espanha. Seus nomes se latinizaram (de Sindel para Miguel; de András para André; de Pamuel para Manuel, etc.).
O primeiro documento data a entrada dos ciganos na Espanha em 1447. Esse grupo se chamava a si mesmo de "ruma calk" (que significa homem dos tempos) e falavam o Caló (um dialeto indiano oriundo da região do Maharata).
Eles trouxeram a música, a dança, as palmas, as batidas dos pés e o ritmo quente do "flamenco", tanto que essa palavra vem do árabe "felco" (camponês) e "mengu" (fugitivo) e passou a ser sinônimo de "cigano andaluz" à partir do séc. XVIII.
Porém de acordo com a Tradição Cigana, a teoria mais freqüente sobre a origem do Povo Cigano, é que após um período de adaptação neste planeta, os ciganos teriam surgido do interior da Terra e esperam que um dia possam regressar ao seu lar.
Existem lendas que falam que os ciganos seriam filhos da primeira mulher de Adão, Lilith, e, portanto, livres do pecado original) e por isso eles não aceitam de modo algum ser empregados dos "gadjé" (não-ciganos) e apegam-se a antigas profissões artesanais que caracterizam suas tribos e são ensinadas desde cedo às crianças.

O Povo Cigano é guardião da LIBERDADE.
Seu grande lema é: "O Céu é meu teto; a Terra é minha pátria e a Liberdade é minha religião", traduzindo um espírito essencialmente nômade e livre dos condicionamentos das pessoas normais geralmente cerceadas pelos sistemas aos quais estão subjugadas.
A vida é uma grande estrada, a alma é uma pequena carroça e a Divindade é o Carroceiro.
Em sua maioria, os ciganos são artistas (de muitas artes, inclusive a circense); e exímios ferreiros, fabricando seus próprios utensílios domésticos, suas jóias e suas selas.
Rotulados injustamente como ladrões, feiticeiros e vagabundos, os ciganos tornaram-se um espelho onde os homens das grandes cidades e de pequenos corações expiaram suas raivas, frustrações e sonhos de liberdade destruídos.
Pacientemente, este povo diferenciado, continuou sua marcha e até hoje seus estigmas não sararam.
Na verdade cigano que se preza, antes de ler a mão, lê os olhos das pessoas (os espelhos da alma) e tocam seus pulsos (para sentirem o nível de vibração energética) e só então é que interpretam as linhas das mãos.
A prática da Quiromancia para o Povo Cigano não é um mero sistema de adivinhação, mas, acima de tudo um inteligente esquema de orientação sobre o corpo, a mente e o espírito; sobre a saúde e o destino.

A família é a base da organização social dos ciganos, não havendo hierarquia rígida no interior dos grupos. O comando normalmente é exercido pelo homem mais capaz, uma vez que os ciganos respeitam acima de tudo a inteligência.
Este homem é o Kaku e representa a tribo na Krisromani, uma espécie de tribunal cigano formado pelos membros mais respeitados de cada comunidade, com a função de punir quem transgride, a rígida ética cigana.
A figura feminina tem sua importância e é comum haver lideranças femininas como as phury-day (matriarca) e as bibi (tias-conselheiras), lembrando que nenhum cigano deixa de consultar as avós, mães e tias para resolver problemas importantes por meio da leitura da sorte.
Esse povo canta e dança tanto na alegria como na tristeza pois para o cigano a vida é uma festa e a natureza que o rodeia a mais bela e generosa anfitriã.
Onde quer que estejam, os ciganos são logo reconhecidos por suas roupas e ornamentos, e, principalmente por seus hábitos ruidosos.
São um povo cheio de energia e grande dose de passionalidade.
São tão peculiares dentro do seu próprio código de ética; honra e justiça; senso, sentido e sentimento de liberdade que contagiam e incomodam qualquer sistema.
O líder de cada grupo cigano, chama-se Barô/Gagú e é quem preside a Kris Romanis (Conselho de Sentença ou grande tribunal do povo rom) com suas próprias leis e códigos de ética e justiça, onde são resolvidas todas as contendas e esclarecidas todas as dúvidas entre os ciganos liderados pelos mais velhos.
O mestre de cura (ou xamã cigano) é um Kakú (homem ou mulher) que possui dons de grande para-normalidade.
Eles usam ervas, chás e toques curativos.
Os ciganos geralmente se reúnem em tribos para festejar os ritos de passagem: o Nascimento, a Morte, o Casamento e os Aniversários; e acreditam na Reencarnação (mas não incorporam nenhum espírito ou entidade). Estão sempre reunidos nos campos, nas praias, nas feiras e nas praças.
O misticismo e a religiosidade, fazem parte de todos os hábitos da vida cigana. A maior parte deles acredita em um único deus (Dou-la ou Bel) em eterna luta contra o demônio (Deng).
Normalmente, assimilam as religiões do lugar onde se encontram, mas jamais deixam de lado o culto aos antepassados, o temor dos maus-olhados, a crença na reencarnação e na força do destino (baji), contra a qual não adianta lutar.
O mais importante para o Povo Cigano é interagir com a Mãe Natureza respeitando seus ciclos naturais e sua força geradora e provedora.
Outro fato que chama a atenção para a provável origem indiana do povo cigano, é a santa por quem nutrem o mais devotado amor e respeito, chamada Santa Sara Kali.
Kali é venerada pelo povo hindu como uma deusa, que consideram como a Mãe Universal, a Alma Mater, a Sombra da Morte.
Sua pele é negra tal como Shiva.
Para os ciganos, Sara, santa venerada, possui a pele negra, daí ser conhecida como Sara Kali, a negra.

Ela distribui bênçãos ao povo, patrocina a família, os acampamentos, os alimentos e também tem força destruidora, aniquilando os poderes negativos e os malefícios que possam assolar a nação cigana.
Seu mistério envolve o das "virgens negras", que na iconografia cristã representa a figura de Sara, a serva (de origem núbia) que teria acompanhado as três Marias: Jacobina, Salomé e Madalena, e, junto com José de Arimatéia fugido da Palestina numa pequena barca, transportando o Santo Graal (o cálice sagrado), que seria levado por elas para um mosteiro da antiga Bretanha.
Diz o mito que a barca teria perdido o rumo durante o trajeto e atracado no porto de Camargue, às margens do Mediterrâneo, que por sua vez ficou conhecido como "Saintes Maries de La Mer", transformando-se desde então num local de grande concentração do Povo Cigano.
Quase todos são devotos de "Santa Sara", que é reverenciada nos dias 24 e 25 de maio, em procissões que lotam Lês Saints Maries de La Mer, em Camargue, no Sul da França.
Através de uma longa noite de vigília e oração, pelos ciganos espalhados no mundo inteiro, com candeias de velas azuis, flores e vestes coloridas; muita música e muita dança, cujo simbolismo religioso representa o processo de purificação e renovação da natureza e o eterno "retorno dos tempos".
A sexualidade é outro ponto importante entre os ciganos.
E, ao contrário do que se imagina, eles têm uma moral bastante conservadora.
Alguns mitos antigos falam da existência das mães-de-tribo, que tinham um marido e um "acariciador". Outros falam das gavalies de la noille, as misteriosas noivas do fim de noite, com quem os kakus se encontravam uma única vez, passando desde então, a ter poderes especiais.
Mas o certo mesmo é que os ciganos se casam cedo, quase sempre seguindo acordos firmados entre as duas famílias. Não recebem nenhum tipo de iniciação sexual e ter filhos é a principal função do sexo.
Descobrir os seios em público é comum e natural, mas nenhuma mulher pode mostrar as pernas, pois da cintura para baixo todas são merimé (impuras).
Vem daí a imposição das saias compridas e rodadas para as mulheres, que também são proibidas de cortar os cabelos, e nunca sentam à mesma mesa que os homens.
Ironicamente, como praticantes da magia e das artes divinatórias, são elas que cada vez mais assumem o controle econômico da família, pois a leitura da sorte é a principal fonte de renda para a maioria das tribos.
O resultado é uma situação contraditória, em que o homem manda, mas é a mulher quem sustenta o grupo.
As crianças ciganas normalmente só freqüentam até o 1o. Grau nas escolas dos gadjés (não-ciganos), para aprenderem apenas a escrever o próprio nome e fazer as quatro operações aritméticas.
A maioria das crianças não vai à escola com receio do preconceito existente em relação a elas. Claro que com o acelerado processo de aculturação, um bom número de ciganos, disfarçadamente, estão freqüentando as universidades e até ocupando cargos de importância na vida pública do país e já chegaram até à Presidência da República. (Washington Luiz e Juscelino Kubitshek).
Para o Povo Cigano, a Lua Cheia é o maior elo de ligação com o "sagrado", quando são realizados mensalmente os grandes festivais de consagração, imantação e reverenciação à grande "madrinha".
A celebrações da Lua Cheia, acontecem todos os meses em torno das fogueiras acesas, do vinho e das comidas, com danças e orações.
Também para os ciganos tudo na vida é "maktub" (está escrito nas estrelas), por isso são atentos observadores do céu e verdadeiros adoradores dos astros e dos sidéreos.
Os ciganos praticam a Astrologia da Mãe Terra respeitando e festejando seus ciclos naturais, através dos quais desenvolvem poderes verdadeiramente mágicos.
Para uma kalin (cigana kalon), descendente desse povo, essa é uma hora em que precisamos estar atentos e vigilantes para ouvirmos uma espécie de "chamado mítico" que a dura realidade planetária está nos fazendo, e, nos unirmos em corpo e espírito com as forças maiores que regem esse universo.
Os Ciganos são "povos das estrelas" e para lá voltarão quando morrerem ou quando houver necessidade de uma grande evacuação.
Há milênios eles vem cumprindo sua missão neste Planeta, respeitando e reverenciando a Mãe Natureza, trocando e repassando conhecimento.
Eles pregam a necessidade urgente de pisar na
superfície desse lindo "planeta água"
(símbolo da emoção e da sensibilidade que preenche nossos corações) observando não só a violência praticada contra as minorias,
como também os incríveis gestos de solidariedade humana
mostrados via satélite ou pela Internet, na mesma velocidade da luz ou do pensamento humano, nessa era de virtualidade nem um pouco caracterizada pelas mais elementares virtudes.
OBS.: Parte deste texto foi retirada de uma Palestra apresentada pela Cigana Sttrada ( do clã Kalon) na 7ª edição do "Encontro para a Nova Consciência", em Fevereiro de 1998, em Campina Grande-PB.
 
http://luciacrystal.multiply.com/
Postado por Sonia em anjo de Luz

sexta-feira, 22 de julho de 2011

AMO SEU CORAÇÃO CIGANO!!!


 
AMO SEU CORAÇÃO CIGANO
Sentado na varanda, onde morava, vi cavalos, carroças, um burro com chocalho pendurado ao pescoço.
Crianças, cestos de galinhas...
É o povo cigano que traz à cidade, seu trabalho em cobre, suas barganhas e suas danças.
 Acamparam bem ao lado de onde moro, erguendo suas tendas.
Eu olhando o horizonte, pensativo;  me assustei quando uma jovem me pergunta:
"Pode me arrumar um pouco d'água?"
Confesso que ao olhar aqueles olhos, senti um fervilhar dentro de mim e tomei a vasilha de sua mão, e a trouxe cheia d'água.
Aquela jovem voltou ao grupo, mas eu não consegui tira-La da mente desde então.
Era uma paixão que me fez ir ao centro
da tenda e falar a todos que ali estavam...
EU QUERO ME CASAR COM ESTA JOVEM!...
Um silêncio se fez, até que a matriarca
se levantou e disse:
Você não pode casar com uma cigana!
Pelo que respondi:... Posso sim!
Eu também tenho um espírito cigano.
Para que eu mesmo desistisse desta idéia,
após breve intervalo, onde um acordo entre os maiorais da tribo se fez, e disseram-me:
"Para você se casar com a jovem cigana, precisa vencer todos os testes, e provar que tens um "espírito cigano"".
Não liguei se tudo aquilo era apenas (esperteza dos ciganos), mas eu aceitei fazer o teste, embora soubesse que a jovem já estava prometida a um rapaz de sangue cigano.
Acreditem!... eu enfrentei todos os obstáculos.
Ciúmes do rival a quem a jovem havia sido prometida....que aos poucos ia perdendo o prestígio, pois viam que eu me firmava como merecedor de ser realmente chamado de cigano.
Em todo esse tempo, eu mal podia cumprimentar a jovem por quem me apaixonei.
Ao ler a minha sorte, a matriarca viu que era meu destino, casar-me com uma jovem cigana e a tribo seria abençoada
com ouro dos deuses.
Trabalhei duro, sem ganhar nada mais que meu pão.
Aprendi a língua cigana, domei todos os cavalos bravos...
Todos estavam impressionados, pois perceberam que não desisti da minha amada.
Foram 7 anos de provas, e não puderam
negar que eu também me tornasse cigano,  mesmo tendo que revogar a promessa anterior, por eu ter provado ser mais cigano que o "noivo" derrotado, em todas as fases do "teste", pois a palavra dada, havia de ser cumprida.
Foi então que consentiram que eu fizesse o juramento cigano e recebesse as bênçãos
para que desposasse minha amada.
Um dia de festa e alegria, quando
ao final, foi me dada a palavra para dizer
o que havia no meu coração.
Silenciaram os instrumentos e as cantigas...
Levantei minha voz e declamei meu
poema de amor, assim....
EU AMO SEU CORAÇÃO CIGANO
 
O meu destino trouxe  ao meu coração
a alegria e a "kambalim" —  (paixão amorosa).
Me sinto honrado pela permissão
desse amor, dada pelo "krali" — (chefe maioral dos ciganos).
De agora em diante cultuarei o mesmo
"BARO CUMO" (Deus).
Sou feliz por este "CÂMEPE" (Amor).
Declamo meu poema na "ROMANÊ CHAVÊ" (Língua cigana).
Porque tenho "ILÔ ROMANÔ"  (Coração cigano).
Agirei como um "CAUTANA"  (Soldado).
Me revestirei de "JELI"  (Amor).
Eu posso dizer que sou um homem "Patusco" = (gosta de brincar).
Encontrei uma "CHIVANI"  (Mulher sábia).
Uma deusa pra "REMENDIÑAR"  (Casar).
Prometo que ela será sempre a minha
"GAMADI" (Namorada).
E depois desse "ABIAL ROMANÔ" (Casamento cigano).
Posso entregar à tribo o meu "GARLOCHÍN" (Coração).
Cobrirei minha amada de "CHUMIDIMATA" — (Beijos).
Vou leva-La pra minha "CHARIBENE" (Cama).
E com toda a minha "KELIMASKI ROMAÍ" (Alegria cigana).
Direi a ela perante todos...
"Me volilto" = (Eu te amo).