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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

HOJE É DIA DE SÃO JUDAS TADEU, 28 DE OUTUBRO:


(PATRONO DAS CAUSAS DESESPERADAS)


São Judas, designado por Tadeu (que significa o corajoso), é um dos Doze Apóstolos escolhidos por Jesus para o acompanhar na Sua vida pública. Irmão de S. Tiago Menor, primo de Jesus, seguiu o Divino Mestre de perto e depois do dia de Pentecostes dedicou-se à pregação do Evangelho na Judéia, Samaria, Mesopotâmia (hoje região do Iraque) e na Pérsia, aonde viria a morrer martirizado, juntamente com o Apóstolo São Simão, apelidado «o Zelote». Costuma ser representado com uma moca ou cacete na mão porque foi assassinado à paulada. O seu corpo foi trazido para Roma, onde é venerado na Basílica de São Pedro, no Vaticano. O Papa Paulo III concedeu indulgência plenária a quem visitar o seu túmulo no dia da sua festa, que a Igreja fixou no dia 28 de outubro.

Por causa da traição de Judas Iscariotes, o nome de Judas (que significa Deus seja louvado) veio a cair no opróbrio, devotando os cristãos tal horror e desprezo por aquela designação que o termo Judas passou a ser usado como equivalente de traidor, criminoso, assassino, homem desprezível ou diabólico. Narra Santa Brígida que Nosso Senhor quis reparar tal estado de coisas e fazer justiça a nome tão belo e sublimemente usado por Seu primo materno. Numa aparição àquela famosa santa sueca, Jesus, num momento difícil, disse-lhe para recorrer a São Judas Tadeu, pois ele queria ajudar os seus irmãos neste mundo. A influência das revelações de Santa Brígida estendeu-se desde a Idade Média ate os dias de hoje e é por isso que muitos cristãos passaram a recorrer a São Judas, a exemplo de Santa Brígida. Tais foram e têm sido os favores espetaculares do Santo que a sua fama alcançou todo o mundo católico, tornando-se conhecido na tradição cristã como o advogado das causas consideradas perdidas, desesperadas, angustiosas ou muito difíceis de resolver satisfatoriamente.



Poderoso patrono das causas difíceis e desesperadas



Assim, desde o século XIV, S. Judas éinvocado nos casos difíceis e a experiência provou o poder da sua intercessão nas circunstâncias em que, esgotados todos os meios humanos, as causas parecem totalmente perdidas ou desesperadas.

Um escritor eclesiástico assegura que “entre os devotos de S. Judas, poucos há que não tenham recebido provas especiais da sua assistência nas doenças, nos assuntos mais difíceis e mesmo no desespero, nos temores, nos desgostos, nas calúnias, na pobreza, na miséria, e nas ocasiões em que toda a esperança humana parecia perdida”. S. Bernardo de Claraval tinha uma enorme devoção ao santo Apóstolo. Depois de ter conservado e honrado durante toda a sua vida uma relíquia do Santo, ordenou que, quando morresse, lhe pusessem sobre o coração e assim o enterrassem.

Dizia que não queria se separar daquele que tinha sido um poderoso protetor da sua pureza e o seu auxílio em todas as dificuldades.

Como São Bernardo, muitos têm encontrado no patrocínio de São Judas o alívio que há muito procuravam. A capela com a sua imagem na Basílica dos Mártires, em Lisboa, prova bem o agradecimento de inúmeras almas, que, aflitíssimas, a ele recorreram com eficácia. Mas capelas por todo o mundo atestam o mesmo fato. Ele entrou na devoção dos povos católicos e tem marcado a sua presença ao longo dos séculos com poderosos favores.

Como recorrer a S. Judas?

É a oração persistente, humilde, com confiança, que atrai o milagre. E é assim que se deve ir a São Judas: com preces, missas, novenas, visitas as suas capelas ou igrejas onde esteja a sua imagem e, também, muito especialmente, com esmolas.

Será muito útil aos que recorrerem à intercessão do Santo Apóstolo, que dêem em sua honra uma esmola ou façam outra Obra de Misericórdia. Nada nos atrai tanto o auxílio de Deus e a proteção dos Santos como este procedimento. Que graças magníficas e extraordinárias não concedeu Santo Antônio àqueles que lhe prometeu pão para os pobres! O Salvador disse: “Bem-aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia”. E mais: “Usarão convosco da mesma medida que tiverdes usado para com os outros”. S. Leão assegura-nos que a oração tem maior eficácia diante de Deus, quando as obras de misericórdia a acompanham.

De fato, a esmola, recomendada pela Sagrada Escritura, é uma das obras que mais satisfaz a justiça divina. O Arcanjo S. Rafael dizia a Tobias que a esmola livra da morte, apaga o pecado e obtém-nos a graça do Céu. O Eclesiastes ensinava já esta verdade: “A esmola aniquila o pecado como a água extingue o fogo”. Abri a vossa mão ao pobre, para que o vosso sacrifício fique completo. Um autor eclesiástico escreve: “Se não houvesse pobres, os pecados graves e numerosos não seriam perdoados. Os pobres são os médicos das nossas feridas espirituais. Nunca daremos aos pobres tanto quanto recebemos deles; porque, por um copo de água que lhes dermos, eles oferecem-nos um direito de entrada no Céu”.

Escutemos S. Vicente de Paulo: “Quem poderá medir o amor infinito do Filho de Deus pela pobreza? Ele quis nascer num humilde estábulo, para ser o pai dos pobres e diz em seguida, claramente, que tudo o que lhes fizessem o encararia como feito a Ele mesmo. Convém, pois, amar os pobres com uma caridade especial, vendo Jesus Cristo neles, e estimando-os como Ele os estima”.

Diante de Deus, todos somos mendigos. O que possuímos é uma esmola que recebemos da Sua Mão. Mas é preciso que Deus nos possa reconhecer como tais, para que nos dê sempre mais. “Ele fa-lo-á – diz Santo Agostinho – se vir que somos bons para os pobres”. Exercera a divina perfeição da Sua Misericórdia conosco. Muitos santos e sábios tiveram essa experiência. Um santo sacerdote, pregando numa tarde, aconselhou ao mais infeliz dos seus auditores que fizesse uma obra de misericórdia, com a confiança de que Deus viria em seu auxilio. No dia seguinte de manhã, um senhor rico veio ter com ele e disse-lhe: “Eu era ontem à tarde o mais infeliz dos ouvintes do seu sermão (ao mesmo tempo mostrava-lhe uma corda que tinha arranjado para se enforcar); segui o seu conselho e deitei no prato da coleta uma moeda de ouro. Imediatamente me senti transformado. Agora peço-lhe que me ouça em confissão, para reencontrar a felicidade”.

A Santíssima Virgem, que é tão poderosa, ajudar-nos-á se formos misericordiosos. Coloquemos obras de misericórdia nas suas mãos e Ela nos recompensará com graças especiais. “Quem semeia a misericórdia colherá o milagre".

ORAÇÕES A S.JUDAS TADEU

Oração para se rezar nas situações difíceis
(Pode-se rezar como Novena, sempre acompanhada pela Ladainha)

Glorioso S. Judas, ilustre Apóstolo e mártir de Jesus Cristo, resplandecente de virtudes e de milagres, fiel e pronto advogado dos que vos veneram e têm confiança em vós, vós sois o patrono e o poderoso auxílio nas situações difíceis. Por isso, eu recorro e recomendo-me a vós.
Vinde em meu auxílio, eu vos suplico, com a vossa poderosa intercessão, pois obtivestes de Deus o privilégio de ajudar os que perderam toda a esperança. Dignai-vos baixar os vossos olhos sobre mim; a minha vida é uma vida de cruz, os meus dias, dias de angústia, e o meu coração um mar de amargura. Todos os meus caminhos estão cobertos de espinhos e quase não tenho um lugar de repouso. Não me abandoneis nesta triste situação. Não vos deixarei enquanto não me tiverdes atendido. Apressai-vos a socorrer-me. Ficar-vos-ei reconhecido o resto da minha vida, reverenciar-vos-ei sempre como meu patrono especial e prometo-vos espalhar o vosso culto e a força do vosso nome. Assim seja.

Ladainha do Apóstolo S. Judas Tadeu
(Para a recitação privada)

Senhor, tende piedade de nós,
Jesus Cristo, tende piedade de nós,
Senhor, tende piedade de nós,
Jesus Cristo, ouvi-nos,
Jesus Cristo, atendei-nos,
Pai do Céu, que sois Deus, tende piedade de nós,
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós,
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós,
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós,
S. Judas Tadeu, amigo de Jesus e de Maria, rogai por nós,
S. Judas Tadeu, que fostes digno de ver Jesus e Maria e de usufruir dos Seus doces colóquios, rogai por nós,
S. Judas Tadeu, que fostes elevado à dignidade de Apóstolo, rogai por nós,
S. Judas Tadeu, que tivestes a honra de ver o vosso Divino Mestre abaixar-se até vos lavar os pés, rogai por nós,

S. Judas Tadeu, que na Última Ceia recebestes a Sagrada Eucaristia das mãos do próprio Jesus, rogai por nós,
S. Judas Tadeu, que depois da dor cruel que vos causou a morte do Vosso Mestre bem-amado tivestes a consolação de O ver ressuscitado e de assistir a Sua gloriosa Ascensão, rogai por nós,
S. Judas Tadeu, que fostes cheio do Espírito Santo no dia de Pentecostes, rogai por nós,
S. Judas Tadeu, que convertestes a Fé povos inumeráveis, rogai por nós,
S. Judas Tadeu, que operastes prodígios espantosos por virtude do Espirito Santo, rogai por nós,
S. Judas Tadeu, que anunciastes a Boa Nova da salvação aos pobres, rogai por nós,
S. Judas Tadeu, que destes a vida de Deus batizando os que se abriam à Fé, rogai por nós,
S. Judas Tadeu, que alimentastes os primeiros cristãos com o Corpo e Sangue de Cristo, rogai por nós,
S. Judas Tadeu, que desprezando as ameaças dos ímpios, pregastes sem medo os dogmas da Fé, rogai por nós,
S. Judas Tadeu, que tivestes a felicidade de morrer sob os golpes dos inimigos, para glória do vosso Divino Mestre, rogai por nós.
Nós vos invocamos com confiança:
Que por vossa intercessão a Igreja cresça em zelo ardente na Fé de Jesus Cristo, atendei-nos, nós vos suplicamos,
Que os povos conservem a paz, fruto da Obediência a Deus, atendei-nos, nós vos suplicamos,
Que os homens conheçam Jesus Cristo, o Caminho, a Verdade e a Vida, atendei-nos, nós vos suplicamos,
Que a Fé, a Esperança e a Caridade aumentem nos nossos corações, atendei-nos, nós vos suplicamos,
Que sejamos libertados dos maus pensamentos, das emboscadas do demônio, e das situações aflitivas, atendei-nos, nós vos suplicamos,
Dignai-vos cobrir com a vossa proteção todos os que vos honram, livrando-os dos males do mundo e do Inferno, atendei-nos, nós vos suplicamos,
Dignai-vos preservar-nos do pecado e da ocasião do pecado, atendei-nos, nós vos suplicamos,
Que possamos expiar, antes da morte, todos os pecados, pela virtude dos divinos Sacramentos, atendei-nos, nós vos suplicamos,
Dignai-vos defender-nos na hora fatal contra a raiva dos demônios, e agora dos nossos inimigos, atendei-nos, nós vos suplicamos,
Que possamos obter da Divina Justiça uma sentença favorável, atendei-nos, nós vos suplicamos,
Que possamos entrar finalmente na mansão dos vivos e gozar das delícias eternas no Céu, atendei-nos, nós vos suplicamos.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor,
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor,
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Senhor.
S. Judas Tadeu, rogai por nós,
E por todos os vossos devotos.

Oremos:

Glorioso Apóstolo e Mártir de Jesus, S. Judas Tadeu, que difundistes a Fé no seio das mais bárbaras e mais longínquas nações, e que gerastes inúmeros povos para Jesus Cristo pela virtude da vossa palavra santa, fazei, eu vos suplico, que renuncie desde este dia ao hábito do pecado, que seja preservado dos maus pensamentos, que obtenha sempre o vosso auxílio nas situações desesperadas, e que chegue, por fim, a essa Pátria Celeste onde é adorada a Santíssima Trindade, um Único Deus em Três Pessoas, Pai, Filho e Espirito Santo. Amen.

OUTRAS ORAÇÕES A S. JUDAS TADEU
Prece

(Que pode ser rezada como Novena com a Ladainha)

S. Judas Tadeu, glorioso Apóstolo, fiel servidor e amigo de Jesus, muitos cristãos vos invocam como o patrono especial das causas desesperadas: rogai por mim. Rogai por mim para que eu receba a consolação e o auxílio do Céu nas minhas tribulações e angústias, em particular (...) e para que, por fim, bendiga o nosso Deus, por toda a Eternidade, convosco e com todos os eleitos. Assim seja.

Louvor e Agradecimento

Ó dulcíssimo Senhor Jesus, em união com o louvor celeste, inefável, com o qual a Santíssima Trindade se louva a si mesma e que se repercute sobre a vossa Humanidade bendita, sobre Maria, os Anjos e os Santos, eu Vos louvo, Vos exalto e Vos bendigo por todos os favores e por todos os privilégios que concedestes a S. Judas Tadeu, escolhendo-o para vosso Apóstolo. Pelos seus méritos, peço-Vos que me concedais a Vossa graça e que, por sua intercessão, me fortifiqueis e me defendais da ação dos meus inimigos e na hora da morte. Assim seja. (3 Pai Nosso, 3 Ave Maria, 3 Glória ao Pai).

Oração diária a S. Judas Tadeu

O S. Judas Tadeu, recordo-vos a felicidade que sentistes quando o bom Mestre vos ensinou, a vós e aos outros Apóstolos, a oração do Pai Nosso. Por essa alegria, peço-vos que me obtenhais a graça de ser, até o fim, um fiel discípulo do Salvador. (Pai Nosso)

Oração em honra de S. Judas Tadeu, Apóstolo

Senhor Jesus, Tu escolheste S. Judas entre os teus Apóstolos e fizeste dele, para o nosso tempo, o Apóstolo das causas desesperadas. Agradeço-Te por todos os benefícios que me concedeste por sua intercessão e peço-Te que me concedas a Tua graça nesta vida para que possa participar um dia, na Tua glória, na alegria eterna. Amém.


Webdesigner: Lika Dutra
Correção: Anna Eliza Fürich

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O FLAMENCO:



O Flamenco é a alma do povo andaluz. Foi criada a partir da fusão da cultura árabe (moura) , a cultura cigana de indianos, romenos e a cultura regional espanhola. Sua maior identificação está na música. O cante, o baile e a guitarra são seus maiores representativos. Mas Flamenco não é só cultura. É um estilo de vida, uma arte; é poesia, historia, vida de povos que agem pela emoção. Flamenco é a cultura das paixões. Ergue-se na dor e na felicidade. É associado ao amor intenso e a tristeza profunda. É alegria, burla (brincadeira), jondo (chorado), profundo, intenso e inspirador! Conheça!


O Flamenco é uma forma de expressão artística que reflecte a cultura da Andaluzia, região sul de Espanha, que ao longo dos anos se difundiu a nível mundial transformando-se, provavelmente, na mais conhecida expressão da cultura espanhola.

Podemos dizer que a Arte Flamenca é o resultado da mistura dos elementos das muitas culturas que atravessaram a Andaluzia durante séculos, que juntando-se às formas expressivas elaboradas e difundidas pelos ciganos, originaram uma arte popular, tecnicamente elaborada e com grande expressão emocional.



Porém, mais importante que sua história e as suas técnicas, o Flamenco é uma atitude, é a manifestação da alma de uma pessoa. Ser Flamenco é colocar para fora sentimentos e emoções trancadas e compartilhá-las através da música, do cante, do baile e dos “jáleos”. Flamenco é antes de tudo emoção, sentimento, expressão interior e prazer!.





O FLAMENCO


Vários estudiosos pesquisam a etimologia da palavra Flamenco, aplicada aos Bailes e Cantes da Andaluzia. As conclusões são variadas, sendo a palavra relacionada com Flamengos, povo cigano que chegou a Espanha originário da região da Flandres. Outra origem está no árabe felag mengu que significa camponeses nômades. Outros atestam que as próprias características de cantiga ardente e flamejante é que originaram a palavra.

O Flamenco é uma mistura de culturas, raças, cores, religiões, classes e costumes, com um forte apelo emocional que relata a condição humana de viver dos povos que o formaram.

As primeiras referências que se tem do Flamenco, mesmo que incertas, datam de cerca de 1760. O Flamenco nasceu na Andaluzia, Sul de Espanha, em locais como Sevilha, Jerez de La Frontera e Cádiz. Entre os vários povos que contribuíram para a formação da cultura e arte flamenca destacam-se:

EL PUEBLO ANDALUZ – os íberos que se localizavam na parte Sul de Espanha, também conhecidos como “El Pueblo Tartésico” que se estabeleceram no vale “Del Guadalquivir”, tantos anos ou mais que os descendentes das dinastias egípcias às margens do Nilo. Era um povo muito ligado aos ritmos espirituais, inexplicáveis, magias e fantasias.


LOS ÁRABES – dois povos invadiram Espanha, cerca do século VII. Ligados pela religião Mahometana, um desses povos eram procedentes da Ásia, região de Damasco e o outro eram os Bérberes, ou Mouros, provenientes do norte de África. Esses povos fundiram os seus costumes e os seus elementos culturais, música e coreografia principalmente, cuja descendência temperamental revela a união sanguínea Andaluzo-Moura. Como influência direta pode-se citar o Canto Flamenco, cujas características se assemelham muito às orações mahometanas.



LOS GITANOS – a palavra gitano, cigano, provém do espanhol antigo egiptano, egípcio. As primeiras migrações que se tem indício são do ano de 1447, na época do reinado de Aragón Alfonso V. Aproximadamente nesta data, uma importante tribo gitana entrou em Espanha por Barcelona, espalhando-se por toda península ibérica. A Espanha foi uma das primeiras nações a ditar disposições coercitivas contra os povos ciganos, sendo que a primeira disposição legal foi ditada pelos reis católicos em Medina del Campo, em 1499. Em 1528, novas disposições foram ditadas contra eles, referindo-se ao estilo de vida errante que levavam porque não tinham ofício para o próprio sustento, viviam de esmolas e de venda de objetos de metal, “enganavam” as pessoas com o uso da magia, além do contrabando e furto. Como condenação à vadiagem, eram açoitados, presos, escravizados e presos. Essa perseguição continuou até 1783, quando Carlos III lhes concedeu os mesmos privilégios dos demais habitantes. Quando os ciganos se estabeleceram na Andaluzia passaram a exercer ofícios como ferreiros e comerciantes de roupas e utensílios.



O Flamenco é essa mistura de raças e culturas. Nas suas influências também se encontra o povo judeu e o indiano. Como bem define o grande poeta e escritor Garcia Lorca, o Flamenco é uma das maiores invenções do povo espanhol. As canções trágicas, tristes e emocionantes refletem o sofrimento do povo cigano.

“Ser Flamengo é ir em frente onde os outros param, é derrubar barreiras onde os prudentes medram(…)É comungar a humildade com o rei eterno de cada um” ArthurTávola

MARIA PADILHA DAS 7 CATACUMBAS


Maria Padilha das Sete Catacumbas

Vativa ficou totalmente arrepiada quando ouviu o que a bruxa lhe disse: – Precisamos do sangue de um inocente! – Sua mente imediatamente focalizou a imagem de Yorg, seu pequeno filho de apenas três anos. Seus pensamentos vagaram por alguns instantes enquanto a mulher remexia em um pequeno caldeirão de ferro.

Estava ali por indicação de uma vizinha que conhecia o problema pelo qual estava passando. Era casada, não tinha queixas do marido, mas de repente parece que uma loucura apoderou-se dela. Apaixonara-se por um rapazote de dezessete anos, ela uma mulher de trinta, bela e fogosa não resistira aos encantos do adolescente e sua vida transformou-se em um inferno. Já traíra seu marido algumas vezes, mas desta vez era algo fora do comum, não conseguia conceber a vida longe do rapaz. Conversando com a vizinha, a quem contava tudo, esta aconselhou: – Vá falar com a bruxa Chiara ela resolve o assunto para você. – Pensou durante alguns dias e não resistiu, foi procurar pela feiticeira.

O ambiente era horrível e a aparência da mulher assustadora, alta, muito magra, com apenas dois dentes na boca, vestia-se inteiramente de preto e fora logo dando a solução: – Vamos matar seu marido, aí você fica livre e se muda para outro povoado, bem distante, levando seu amante! – Vativa ficou assustada, não era essa a idéia. Não tinha porque matar seu marido. Não havia um jeito mais fácil? – De forma alguma, se o deixarmos vivo, quem morre é você! Mas não se preocupe eu cuido de tudo. – Foi aí que ela falou do sangue inocente. – A senhora está tentando dizer que tenho que sacrificar meu filho? – Para fazer omelete, quebram-se ovos… Vativa não estava acreditando, a mulher dizia barbaridades e sorria cinicamente. Levantou-se e saiu correndo apavorada. A risada histérica dada por Chiara ainda ecoava em seus ouvidos quando chegou a casa.

Desse dia em diante suas noites tornaram-se um tormento, bastava fechar os olhos para ver aquele homem (Sete Catacumbas) todo de preto que a apontava com uma bengala: – Agora você tem que fazer! – Em outras ocasiões ele dizia: – Você não presta mesmo, nunca prestou! – Vativa abria os olhos horrorizados e não conseguia mais dormir.

Uma noite, já totalmente transtornada com a aparição freqüente, saiu gritando pela casa. Ouvindo os gritos da mãe o pequeno Yorg acordou e desatou a chorar. Sem saber como, a faca apareceu em sua mão. – Cale a boca garoto dos infernos! – A lâmina penetrou por três vezes no pequeno corpo. Retomando a consciência não suportou a visão do crime cometido e caiu desmaiada. Na queda, a vela que iluminava o pequeno ambiente caiu-lhe sobre as vestes e em pouco tempo o fogo consumia tudo.

Por muitos anos o espírito de Vativa vagou até conseguir a chance de evoluir junto a um grupo de trabalhadores de esquerda, mas se há uma coisa que ela odeia é relembrar o fato, por isso poucas vezes o comenta. Com posto garantido na falange do cemitério detesta ser lembrada para amarrações e perde a compostura quando há um pedido do gênero.

Hoje todos a conhecem pela grandeza dos trabalhos que pratica na linha da guardiã Maria Padilha das Sete Catacumbas ao lado do Senhor Exú das Sete Catacumbas, pois todo médium que recebe Seu Sete recebe também Maria Padilha das Sete Catacumbas em algumas ocasiões, caso contrário após muito tempo recebendo somente Seu Sete passa a sentir-se pesado.

O ambiente era horrível e a aparência da mulher assustadora, alta, muito magra, com apenas dois dentes na boca, vestia-se inteiramente de preto e fora logo dando a solução: – Vamos matar seu marido, aí você fica livre e se muda para outro povoado, bem distante, levando seu amante! – Vativa ficou assustada, não era essa a idéia. Não tinha porque matar seu marido. Não havia um jeito mais fácil? – De forma alguma, se o deixarmos vivo, quem morre é você! Mas não se preocupe eu cuido de tudo. – Foi aí que ela falou do sangue inocente. – A senhora está tentando dizer que tenho que sacrificar meu filho? – Para fazer omelete, quebram-se ovos… Vativa não estava acreditando, a mulher dizia barbaridades e sorria cinicamente. Levantou-se e saiu correndo apavorada. A risada histérica dada por Chiara ainda ecoava em seus ouvidos quando chegou a casa.

Desse dia em diante suas noites tornaram-se um tormento, bastava fechar os olhos para ver aquele homem (Sete Catacumbas) todo de preto que a apontava com uma bengala: – Agora você tem que fazer! – Em outras ocasiões ele dizia: – Você não presta mesmo, nunca prestou! – Vativa abria os olhos horrorizados e não conseguia mais dormir.

Uma noite, já totalmente transtornada com a aparição freqüente, saiu gritando pela casa. Ouvindo os gritos da mãe o pequeno Yorg acordou e desatou a chorar. Sem saber como, a faca apareceu em sua mão. – Cale a boca garoto dos infernos! – A lâmina penetrou por três vezes no pequeno corpo. Retomando a consciência não suportou a visão do crime cometido e caiu desmaiada. Na queda, a vela que iluminava o pequeno ambiente caiu-lhe sobre as vestes e em pouco tempo o fogo consumia tudo.

Por muitos anos o espírito de Vativa vagou até conseguir a chance de evoluir junto a um grupo de trabalhadores de esquerda, mas se há uma coisa que ela odeia é relembrar o fato, por isso poucas vezes o comenta. Com posto garantido na falange do cemitério detesta ser lembrada para amarrações e perde a compostura quando há um pedido do gênero.

Hoje todos a conhecem pela grandeza dos trabalhos que pratica na linha da guardiã Maria Padilha das Sete Catacumbas ao lado do Senhor Exú das Sete Catacumbas, pois todo médium que recebe Seu Sete recebe também Maria Padilha das Sete Catacumbas em algumas ocasiões, caso contrário após muito tempo recebendo somente Seu Sete passa a sentir-se pesado.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

VIDA E ORAÇÃO A SANTA EDWIGES:



SANTA EDWIGES
(16 DE OUTUBRO)


ORAÇÃO A SANTA EDWIGES



Ó Santa Edwiges, vós que na terra fostes o amparo dos pobres, a ajuda dos desvalidos e o socorro dos endividados, e no céu agora desfrutais do eterno prêmio da caridade que em vida praticastes, suplicante te peço que sejais minha advogada, para que eu obtenha de Deus o auxílio de que urgentemente necessito (fazer o pedido).


Alcançai-me também a suprema graça da salvação eterna.


Santa Edwiges, rogai por nós.


Que Assim Seja.

VIDA DE SANTA EDWIGES



Nasceu em uma região na Europa Central chamada Silésia, entre Alemanha Oriental e Polônia, no século XVI, ano de 1174. Filha de Bertoldo de Andech, Marquês de Meran e Conde do Tirol e de Inês, filha do Conde de Rottech, família muito numerosa e dotada de grandes riquezas e poderes. Edwiges foi criada com carinho, conforto e uma boa base religiosa.


Aos seis anos foi internada no Mosteiro de Kicing, onde recebeu uma rígida educação, aprendeu as Sagradas Escrituras e foi preparada para vida.
Ao completar doze anos, seu pai arranjou-lhe um noivo chamado Henrique, Duque da Silésia, mais tarde Duque da Polônia. Seu encantamento foi grande ao conhecer sua Noiva dotada de grande beleza interior.


Seu casamento aconteceu no ano de 1186, com a presença de nobres famílias, este acontecimento marcou a época, com longas comemorações de grande estilo. No final, Edwiges parte com seu marido, tornando-se a grande Duquesa da Silésia e da Polônia.
Em seu novo lar, ela assumiu seu papel de dona de casa, e em pouco tempo conquistou todos os que estavam sobre suas ordens através da forma carinhosa de tratá-los. Transformou seu lar num grande templo de Deus, onde era respeitada e amada por todos. Aos treze anos foi mãe pela primeira vez, trazendo felicidade e luz, com o passar do tempo sua família cresceu ainda mais, ficando com o total de seis filhos. Alguns anos passaram, e por razões de rivalidades, ocorreram grandes conflitos no seio de sua família. Infelizmente por causa destas contendas a Duquesa Edwiges derramou muitas lágrimas.


Apesar de todo sofrimento ela encontrou na sua fé em Deus, forças para consolar parentes seus mais próximos. Com o passar do tempo Edwiges desapegou-se das coisas materiais e foi morar com seus amigos nas dependências do Mosteiro.
Seu marido tinha construído o Mosteiro de Trebnitz, e após sua morte, Edwiges continuou sua obra com dedicação.


Edwiges dedicou inteiramente sua vida aos pobres, doentes e aos trabalhos monásticos. Foi a personificação da humildade, amor, solidariedade, caridade e fé! Era fiel a todas as regras monásticas, mas não fez os votos religiosos! Pois queria beneficiar, pessoalmente e melhor, seus irmãos com suas riquezas.
Ela possuía virtudes de grande nobreza celestial! E as punha em prática sempre nos momentos conturbados em que conservava sua serenidade e paciência. Sua vida foi bastante austera, com penitências e jejuns. Sua vida era uma grande oração, pois seguia os exemplos dos Santos de sua Igreja. Quando Edwiges se recolhia para orar entrava num estado de graça que a fazia levitar, e certa vez foi flagrada por um Ministro de nome Boguslau que ficou deslumbrado com o quadro angelical que vira.


Sua missão na terra, com seus irmãos carentes de pão material e espiritual, consumiu inteiramente sua vida; pois ela renunciou a tudo para seguir os ensinamentos de Deus!


Certo dia Edwiges recebeu uma nobre visita de uma senhora chamada Myleísa, e passaram muito tempo a conversar. Quando chegou a hora da despedida Edwiges queria beijá-la pela última vez, pois já previa sua ida para a eternidade.

Quando se aproximava o momento de sua enfermidade, ela avisou a todos do seu convívio, chamou seu confessor Frei Mateus para ministrar o Sacramento da Unção dos Enfermos.



Foram dias de preparação para o dia de sua partida, com dias de muitas orações. Edwiges recebeu visitas de muitos Santos, foram momentos de graça e luz para todos, e finalmente no dia 15 de Outubro de 1243 ela caminhou rumo ao Pai Celestial.
Após sua morte milhares de pessoas conseguiram muitas graças por sua intercessão, e foram feitos longos estudos de sua vida e finalmente ela foi canonizada numa Missa solene no dia 15 de Outubro de 1267. Podendo ser chamada de Santa Edwiges “Protetora dos Endividados”.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

PARA TRAZER AMOR DE VOLTA COM BARALHO CIGANO:


Trazemos para hoje uma simpatia para o amor voltar com cartas ciganas. Você irá precisar de quatro imagens do baralho cigano, ou se preferir, as próprias 4 cartas. Mas leve em conta que ao fazer estamagia cigana você estará estragando um baralho inteiro, já que estas cartas ficarão faltando no seu baralho.



Material necessário para a simpatia para trazer amor de volta com baralho cigano:
- 4 imagens impressas do baralho cigano. As cartas 28, 29, 25 e 35. O homem, a mulher, aliança e âncora Se preferir as 4 cartas do baralho
- Erva anis-estrelado, também conhecida como Anis-estrela. Você encontrará facilmente esta erva em casas de chá e até em farmácias
- Uma vela branca
- Um pano branco
- Um castiçal
- Uma folha papel e cola.
- Um envelope branco


Coloque o pano branco na mesa. No lado direito superior da mesa, coloque e acenda a vela branca no castiçal. No lado esquerdo superior da mesa coloque em um montinho três colheres de sopa da erva anis-estrelado.


Coloque as 4 cartas ciganas no centro da mesa, obedecendo a seguinte ordem:


Se você é mulher:
28-Homem, 25-Aliança, 29-Mulher e 35-âncora


Se você é homem:
29-Mulher, 25-Aliança, 28-Homem e 35-âncora






Você tenta trazer o seu amor de volta e vence no final. Se desejar pode imprimir a imagem que ilustra esta postagem.


A aliança entre o homem e a mulher significa casamento. A Ancora no final significa vitória. É esta mensagem que você tentará “gravar” no seu destino fazendo esta simpatia.
Deixe a vela queimar por completo.
Depois da vela apagada pegue as 4 cartas ciganas e cole em um papel, dobre-as e coloque dentro de um envelope. Acrescente uma colher de anis-estrelado dentro de envelope e depois feche o envelope.


Deixe escondido em algum lugar da sua casa até conseguir trazer o seu amor de volta. Depois pode fazer o que quiser com o envelope, guardar com você em casa para sempre ou jogar em uma área de mata ou capim.

SANTA TERESA D'ÁVILA:




Tereza nasce em Ávila (Espanha), em 28/03/1515, em plena reforma protestante, período de fermentação política, social, religiosa. Isso acaba tendo grande repercussão nela.

Mulher de personalidade notável, expressiva, cheia de vida; Santa Tereza quando moça, era extremamente bonita. Com irresistível prazer de viver, era apaixonada por Cristo. Sabia cozinhar muito bem e “encontrar Deus entre as panelas”, tinha grandes habilidades e um bom senso de humor. Uma mulher de vontade forte, alegre, inesquecível. Vamos ver que Deus usa as suas características, seu temperamento e personalidade como o estofo em que vai nascer uma grande santa.

Tereza era mulher, muito humana, que desmistificou a mística, mesclando humanidade e espiritualidade.

Santa Tereza D’Ávila teve uma infância encantada pelas histórias dos santos, o que lhe trazia ardor ao coração em “Querer ver Deus”.

Quando Santa Tereza entra na adolescência, descobre o fascínio natural de seu ser. Envaideceu-se, desejando cada vez mais parecer bela. Era cheia de vaidades. Cuidava muito dos cabelos, das mãos, que eram belas, gostava de perfumes e belas roupas. Tinha apreço pela cora laranja. Ainda na idade madura conservava seu charme.

Mas, no difícil período da adolescência, teve a companhia de uma prima que a afastou da fé. Tereza ansiava por ser amada apaixonadamente, como as damas dos romances de cavalaria. Tereza namorou, dançou e se apaixonou.

Aos 16 anos, após ter perdido sua mãe aos 13 anos, o pai a colocou no mosteiro para resguardar sua honra. Ela resistia muito à ideia de ser freira, mas isso foi crescendo dentro do seu coração.

Santa Tereza D’Ávila entrou para o Carmelo e, de 1535 a 1554, e viveu uma vida medíocre, como ela mesmo diz. Dos 20 aos 39 anos, foi monja medíocre. Na verdade, Santa Tereza não entrou no convento por uma convicção, mas por medo do inferno e para garantir a felicidade celeste. Entrar para o convento foi uma fuga espiritual. Mas, após a cura de uma doença, em 1556, experimentou o matrimônio espiritual, através do fenômeno místico da “transveberação”. Santa Tereza teve uma visão de um anjo transpassando seu coração com uma lança. A teologia espiritual vê nesse fenômeno o mais alto grau de união mística que o ser humano pode alcançar. Em Alba de Tormes, em Salamanca, uma de suas fundações, estão partes de seu corpo. Lá podemos ver seu coração em um relicário e nele uma fenda que o transpassa: a transveberação deixou também a sua marca física no coração de Santa Tereza.



Em 1567, Tereza conhece Frei João da Cruz, seu grande companheiro nas fundações. Ele vivia uma crise vocacional, desejando sair do Carmelo em busca de uma vida mais radical. Mas ela o convence a viver essa radicalidade no Carmelo mesmo. Assim, a reforma se inicia no ramo masculino também.

Santa Tereza e São João da Cruz sofreram perseguições por causa da reforma. Chegaram a ser acusados perante a Santa Inquisição.

Tereza morre no dia 4 de outubro de 1582, provavelmente de câncer no útero. Sua última palavra foi: “Morro filha da Igreja”.

Santa Tereza D’Ávila foi beatificada em 1614; canonizada em 1622 e proclamada Doutora da Igreja em 1970. São palavras de Paulo VI, na proclamação de seu doutoramento como mater spiritualium: é “uma mulher excepcional, como uma religiosa que, coberta inteiramente pelo véu da humildade, da penitência e da simplicidade, irradia a sua volta a chama da sua vitalidade humana e do seu dinamismo espiritual, incomparável na contemplação e infatigável na ação. Como é grande, como é única, como é humana e como é atraente essa figura!”

Santa Tereza D’Ávila deixou muitos escritos. Suas grandes obras são: Livro da vida, Caminho de Perfeição, Moradas ou Castelo Interior, Fundações e Cartas e Poesias.

A Igreja comemora sua festa de Santa Tereza D’Ávila no dia 15 de outubro.

Algumas de suas frases marcantes foram:

Fixe o olhar no Crucificado e tudo será insignificante

O demônio tem medo de almas determinadas



http://pantokrator.org.br/po/mediacenter/formacoes/santa-tereza-dav...


Veja esse vídeo e saiba mais sobre Santa Tereza D’Ávila







LIVROS PARA DOWNLOAD


O Livro da Vida
Autobiografia
164 págs


Caminho da Perfeição

Este livro trata de avisos e conselhos que Teresa de Jesus dá às Religiosas, irmãs e filhas suas, dos mosteiros que, com o favor de Nosso Senhor e da gloriosa Virgem Mãe de Deus, Senhora Nossa, tem fundado da Regra Primitiva de Nossa Senhora do Carmo. Dirige-se em especial às Irmãs do Mosteiro de S. José de Ávila, que foi o primeiro e em que era prioresa quando o escreveu.
86 págs


Livro das Moradas ou Castelo Interior

Este tratado, chamado Castelo Interior, escreveu Teresa de Jesus, freira de nossa Senhora do Carmo, para suas irmãs è filhas, as freiras Carmelitas Descalças em 1577.
123 págs




1515 - 1582

Uma grande religiosa e escritora espanhola, famosa pela reforma que realizou no Carmelo e por suas obras místicas. Entre outras confissões, ela declarou: O fato de ter pais virtuosos e tementes a Deus e de ser tão favorecida pelo Senhor, bastar-me-ia para ser boa, se não fora tão ruim. Suas obras, contém uma doutrina que abraça toda a vida da alma, desde os primeiros passos até à intimidade com Deus. Sua doutrina sobre a união da alma com Deus é bem firmada na trilha da espiritualidade carmelita, que ela tão notavelmente soube enriquecer e transmitir, não apenas a seus irmãos, filhos e filhas espirituais, mas à toda Igreja, à qual serviu fiel e generosamente. Ao morrer sua alegria foi poder afirmar: "Morro como filha da Igreja".
Ela é considerada um dos maiores gênios. O grande Doutor da Igreja, Santo Afonso Maria de Ligório, a tinha em tão alta estima que a escolheu como patrona, e a ela consagrou-se como filho espiritual, enaltecendo-a em muitos de seus escritos.
http://alexandriacatolica.blogspot.com.br/2010/12/santa-teresa-davi...


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

JOGO DE DADOS:


É o mistério mais antigo do povo cigano. É jogado com três dados que precisam ser especialmente preparados para o jogo.


Preparação dos dados:


Para energizar os dados, é preciso, primeiro, lavá-los com água de chuva ou cachoeira. Depois, é preciso lhes dar comida no ritual cigano. Para isso, faça uma farofa com uma raiz de aipim ralada misturada com frutas cristalizadas em pedaços. Coloque numa travessa, junto com os dados com o número seis voltado para cima. Em volta da travessa, coloque oito folhas de louro. Acenda um incenso de ópio e uma vela de sete dias, e ofereça ao cigano de sua preferência.
Depos de sete dias, retire os dados e leve a travessa para um lugar de mato com oito velas de cores diversas (exceto preto).


Como jogar:


Para jogar os dados, é preciso ter um lenço estampado em cores variadas (exceto preto) e um copo de cristal com água da chuva. Abra o lenço sobre a mesa e ponha o copo ao lado. Segure os dados entre as mãos, bata o pé três vezes, chame pelo dono do jogo e faça a Oração do jogo:


"Santa sara, com seus mistérios, possa estar sempre ao meu lado;
pela força da natureza, pelas forças das águas, dai-me a energia positiva para descobrir o que esta pessoa quer."


Em seguida, jogue os dados sobre o lenço e traduza o que eles falam. Só se podem fazer três jogadas por pessoa, pois os dados só falam três vezes.


Interpretação:


É a soma das caídas dos dados que fala. Cada número resultante da soma dos valores apresentados pelos três dados na jogada tem um significado.


03 - Susto, cuidado com roubo ou perda de tudo.
04 - Inimigo oculto, cuidado com prisão.
05 - Traição no amor.
06 - Falsidade dentro de casa ou na família.
07 - Você esta vivendo um amor, cuidado com a ilusão.
08 - Vem dinheiro ou riqueza para você.
09 - Embaraço para você e para quem estiver a seu lado.
10 - Brigas, desavenças, fuxicos com pessoas mentirosas.
11 - Um caso antigo de amor irá terminar.
12 - Um caso de justiça vai lhe dar dor de cabeça.
13 - Cuidado com doença que está rondando você ou seus familiares.
14 - Inimigo querendo fechar as portas de seu negócio.
15 - Problemas nas pernas ou nos olhos; procure um médico.
16 - Tudo de bom, felicidade e paz espiritual.
17 - Uma realizaçao em negócios, amor, casamento ou união.
18 - Seus negócios vão de vento em popa; um grande sonho vai se realizar.