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terça-feira, 1 de maio de 2012

POESIA


Ando sobre madeiras Alinhadas no chão
onde piso
Aqui não temos fogueiras
Mas ecoa pelos ares meu grito

Alguns que aqui se encontram
São fortes e sisudos
O sorriso quase não praticam
Pois a vida só os deu infortúnio

Eu não, sou diferente
Quando no furacão o barco tomba
Meu pensamento viaja até minha gente
E a morte não me assombra

Eles não, pobres coitados
A maioria são ladrões
Fugitivos e procurados
Na hora do medo não têm
Momentos felizes para serem lembrados

Quando estou sozinho vou para o cais
Olhar para o mar infinito
Lágrimas dos meus olhos caem
E pensamentos de otimismo em mim infiltro

Muitas milhas estou longe de casa
Por que estou aqui? A vida quis assim
E ela tem sido amarga
Por que meu povo esta longe de mim

Sou capitão desta embarcação
Comandante desta tropa
Constituída por ladrões que a alma já é morta

Vou seguindo assim
Pois essa é minha condição
Esperanças tenho em mim
De voltar para a terra do meu coração!