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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

OS BOIADEIROS NA UMBANDA:

OS BOIADEIROS E SEU PAPEL NA UMBANDA




          Muito temos escutado e lido a respeito dos espíritos que na Umbanda se manifestam na irradiação (Linha) dos Boiadeiros, mas o que realmente os compete fazer dentro da religião de Umbanda?
          Os Boiadeiros são espíritos de pessoas que em vida, trabalharam com o gado, em fazendas pôr todo o Brasil, estas entidades trabalham da mesma forma que os Caboclos nas Giras de Umbanda (sessões de encorporação).           Têm como papel fundamental participar nos grupos que recolhem espíritos sofredores (eguns, quiumbas, íncubus e súcubus) que geram transtornos espirituais em suas vítimas do plano espiritual.           Seus laços formam campos de força que contém a energias destes espíritos e os prendem dentro deste campo, possibilitando assim o resgate dos mesmos, para que possam de acordo com a sua necessidade serem reconduzidos a sua evolução natural dentro da Lei e da Justiça Divina.           Usam de canções antigas, que expressam o trabalho com o gado e a vida simples das fazendas, nos ensinando a força que o trabalho tem e passando, como ensinamento, que o principal elemento da sua magia é a força e a vontade de conquistar, fazendo assim que consigamos uma vida melhor e farta.           Nos seus trabalhos usam de velas, pontos riscados e rezas fortes para todos os fins.           São espíritos de vaqueiros, posseiros, capatazes, cangaceiros e espíritos afins.           Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham incorporados na Umbanda e também Quimbanda em conjunto com os Exús.           Fazem parte da Linha de Caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções.           Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos. Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática da magia na terra.           Saber que Boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para diferenciarmos dos Caboclos.           Os Boiadeiros também tem um papel muito importante no equilíbrio psicoemocional dos participantes destas reuniões, onde auxiliam no equilíbrio das emoções desgovernadas muitas vezes reflexo dos ataques sofridos pelas obsessões complexas a seres individualmente ou mesmo a grupos de médiuns onde o ataque visa o desequilíbrio de um centro.           Nos resgates feitos nas esferas negativas os Boiadeiros tem papel importante na criação e sustentação juntos com os Exús nos campos de contenção energética, pois nestas regiões os grupos de resgate costumam ser atacados pelo astral inferior e o papel dos Boiadeiros é de suma importância no mesmo.


          São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos.           Sua maior finalidade não é a consulta como os Preto-Velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os Caboclos, e sim o “dispersar de energia” aderida a corpos, paredes e objetos.           É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha “sempre” atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos).           Quando bradam alto e rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar, assim “limpam” o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações, já que a presença desses espíritos muitas vezes interferem nas consultas de médiuns conscientes.           Esses espíritos atendem a Boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina.           Outra grande função de um Boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes.           Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste. “Gostar” para um Boiadeiro, é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele “filho”. Pois ser filho de Boiadeiro não é só tê-lo na coroa.           Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, a energia emanada pelo Orixá para quem trabalha é apenas um critério interno e obrigatório dentro do próprio “Ori” – pois na verdade todos são braços de Omulú.           Exemplificando essa idéia: Um Boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Oxossi, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles.           Dentro dessa linha a diversidade encontram-se na idade dos Boiadeiros. Existem Boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc…           Enfim isso é um pouco da ação destes irmãos da luz que constantemente se manifestam nos terreiros de Umbanda, nas casas espíritas e ainda nos dias de hoje são poucos compreendidos.


Salve todos os Boiadeiros!!! Ê boi...



Fonte: http://mensageirosdaluz.blogspot.com.br